Evolução em ação: Três experimentos demonstrando a Seleção Natural

Autora: Wendy A. M. Prosser, Ph.D.

Postado originalmente em Decoded Science [Evolution in Action: Three Experiments Demonstrating Natural Selection] em 7 de julho, 2011 às 10:54

Tradução: Rodrigo Véras

 

Como qualquer teoria científica*, a teoria da evolução por seleção natural pode ser testada experimentalmente. Desde a publicação de A Origem das Espécies, em 1859, biólogos vêm desenvolvendo muitas maneiras engenhosas de examinar o efeito da seleção natural nos organismos vivos. Este artigo analisa três desses estudos.

 

Os Guppies de Endler


No final nos anos 70, o zoólogo Norte-Americano John Endler testou a teoria de Darwin usando uma espécie de peixes de aquário bem popular, o guppy (
Poecilia reticulata). Guppies machos têm manchas com coloração viva para atrair as fêmeas, mas essas manchas também atraem predadores. Já havia sido observado anteriormente que os machos que vivem em córregos onde haviam muitos peixes predadores tendiam a ter menos dessas manchas coloridas, o que reduzia o risco de serem comidos, enquanto aqueles que viviam em rios com menos predadores tinha mais manchas.

O número de manchas nos guppies machos é relacionado com o número de predadores em seu ambiente.

Para replicar este efeito experimentalmente, Endler colocou grupos de guppies machos e fêmeas em três lagoas que eram idênticas, exceto que uma delas não continha predadores, uma continha uma espécie de peixes predadores de guppies, e uma continha uma espécie  de peixe predatória mas que não se alimentava de guppies.

Depois de deixar o guppies procriarem por 20 meses (representando várias gerações para peixes que começam a reproduzir quando estão com cerca de 3 meses de idade), Endler descobriu que os machos nas lagoas que não continham predadores ou predadores que não comem guppies tinham significativamente mais manchas do que os machos que compartilharam sua lagoa com um predador de guppies. Como a coloração das caudas dos guppies machos é herdada de seus pais, esta experiência fornece forte evidência de que o número de manchas nas caudas de guppies evoluiu como um “trade-off” entre a necessidade de atrair parceiros e a necessidade de evitar ser devorado.


Variação Ecotípica no Anolis Dominicano


Enquanto os guppies de Endler mostraram como a seleção natural pode levar a uma mudança acentuada em uma característica que afeta a sobrevivência e a reprodução de uma população, pesquisas recentes sobre um lagarto dominicano (
Anolis oculatus), ilustra uma das maneiras através da qual novas espécies podem surgir.

 

O comprimento dos dedos dos pés, o padrão de escamas e outras características do Anolis variam de acordo com seu habitat. Neste experimento, os pesquisadores colocaram grupos semelhantes de Anolis em recintos seguros, localizados em uma variedade de habitats insulares que vão de regiões costeiras secas à floresta tropical de montanha. Quando mais tarde mediram característica que já haviam se mostrado, pelo menos parcialmente herdáveis, como comprimento de pernas e pés, -a largura da cabeça e a cor e forma das escamas – eles descobriram que essas características agora variavam entre as diferentes populações de lagartos em um padrão que dependia de seu habitat.


Este achado é especialmente interessante porque aponta para como a especiação pode ocorrer na natureza. Se os grupos experimentais de A. oculatus tivessem sido mantidos em isolamento por muitas mais gerações, as diferenças entre eles poderiam ter, eventualmente, tornado-se tão grandes que zoólogos tenderiam a classificá-los como espécies separadas.

 

Na verdade, a especiação devido à separação geográfica – um processo conhecido como “especiação alopátrica” ​​- parece ter já acontecido entre os lagartos Anolis no Caribe, onde ilhas diferentes, com habitats diferentes, são cada uma lar de espécies diferentes.


Melanismo industrial na mariposas


Talvez o exemplo mais famoso de evolução em ação seja o caso das mariposas (
Biston betularia), que ilustra o conceito de “pressão seletiva” – a força que impulsiona a evolução. A forma negra das mariposas prosperava em áreas industriais poluídas.

A mariposa britânica alimenta-se à noite e passa o dia descansando em troncos de árvores, onde encontra-se em risco de ser comida por aves. Até meados dos anos de 1890, todas as mariposas tinham uma coloração pálida e salpicada que fornecia camuflagem contra o fundo de líquens claros que cobriam as cascas das árvores. Na segunda metade do século XIX, no entanto, uma forma negra da mariposa foi observada pela primeira vez e em 1900 quase todas as mariposas em áreas urbanas eram negras, enquanto a maioria daquelas em áreas rurais permaneceu clara. Este período de 50 anos coincidiu com a ascensão da industrialização nas cidades britânicas e foi sugerido que a mudança na cor das mariposas em áreas urbanas teria sido devida a fuligem de dióxido de enxofre originada das fábricas que matava os líquens sobre troncos das árvores. As cascas escuras por baixo passaram a ser uma boa camuflagem para as formas de mariposa escuras, e as mariposas pálidas estavam agora em desvantagem, porque elas eram mais facilmente avistadas pelos pássaros predadores.

Em 1956, o entomologista H. Bernard Kettlewell começou a examinar esta hipótese através da coleta, marcação e liberação de mariposas escuras e claras em Birmingham (área urbana) e Dorset (área rural). Ele, então, colocou mais armadilhas para recapturar as mariposas marcadas, e observou que uma menor proporção de formas claras era recapturada em Birmingham e uma proporção menor da formas escuras em Dorset. Esta descoberta foi consistente com a sugestão de que as mariposas claras eram mais evidentes – e, portanto, presas fáceis para as aves – em áreas com  árvores escurecidas pela poluição, enquanto as mariposas escuras eram mais propensas a serem comidas em áreas rurais, com líquens claros cobrindo as árvores. Concluiu-se que a pressão seletiva por predação de aves tinha dirigido a evolução das duas formas diferentes de B. betularia.

O experimento de Kettlewell tem sido repetido, e sua conclusão confirmada várias vezes, mais recentemente em 2003. Desde o Clean Air Act de 1956, no entanto, as emissões de dióxido de enxofre diminuíram no Reino Unido, e os estudos posteriores têm documentado o declínio da mariposa escura em regiões industriais. Em 1985, esta forma tinha praticamente desaparecido das Midlands e era encontrada em grande número apenas no extremo noroeste da Inglaterra.


Espécies de vida curta fornecem evidências da Seleção Natural 


Pode ser difícil observar a evolução em animais com longas gerações como tartarugas, elefantes e seres humanos, mas, como essas três experiências mostram, peixes, insetos e outras espécies com tempos de geração mais curtos são os alvos ideais para o estudo da seleção natural em ação.


Fontes


Butler, D., Gillman, M., Metcalfe, J., Robinson, D. Life. Milton Keynes: The Open University, 2008.

Cook, L. The Rise and Fall of the Melanic Peppered Moth. Accessed 06-07-11.

Endler, J. Natural Selection on Color Patterns in Poecilia reticulata. Evolution. Accessed 06-07-11.

Thorpe, R., Reardon, J., Malhotra, A. Common Garden and Natural Selection Experiments Support Ecotypic Differentiation in the Dominican Anole (Anolis oculatus). The American Naturalist. Accessed 06-07-11.

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SWendy A. M. Prosser, Ph.D.obre a autora

Wendy A. M. Prosser, Ph.D.

A Doutora Prosser tem mais de 17 anos de experiência como escritora e editora de ciência e medicina. Ela é bacharel e doutora em zoologia pela Universidade de Oxford e publicou sua pesquisa sobre simbiose em afídeos no Journal of Insect Physiology.

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Notas do tradutor:

 

*Para ser mais preciso muitas teorias são testadas a partir de dados observacionais, como é o caso da astronomia  e geologia e também da biologia evolutiva em se tratando de inferências sobre o passado remoto.

 

Veja também o post recente sobre B. betularia aqui no evolucionismo, “Gene do melanismo encontrado em mariposas de Manchester (ou quase)“.

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14 comentários

  • Nelson Góes 9 de outubro de 2011  

    Uma pandemia de malária e quem sabe não teríamos a redenção do gene “defeituoso” causador da anemia falciforme ou da talassemia?

    Lembro de uma excursão acadêmica à Serra de Itabaiana – Sergipe. Passamos três dias, no sol a pino, divididos em dois grupos, observando e anotando o comportamento de uns lagartinhos nativos (endêmicos) de dois tipos, mas a cara de um era o focinho do outro, não havia como diferenciá-los(sem dados importantes, lógico). Pensamos que o professor estava penas criando uma ocupação para a gente, posto que havia apenas uma pequena mancha clara que os diferenciava.

    Eis que ao final do terceiro dia reunimos os dados e constatamos que tinham hábitos alimentares diferentes (uns comiam frutos de cactos enquanto outros se alimentavam de pequenos insetos), horários distintos para as diferentes atividades, frequentavam diferentes ambientes, havia os que passavam a maior parte do seu tempo no solo e outros que preferiam um nível mais elevado, sobre arbustos e outras plantas de porte baixo (não chegavam a dois metros de altura). Foi uma das experiências mais esclarecedoras a respeito do evolucionismo que pude ter.

  • Anônimo 9 de outubro de 2011  

    Uma pandemia de malária e quem sabe não teríamos a redenção do gene “defeituoso” causador da anemia falciforme ou da talassemia?

    Lembro de uma excursão acadêmica à Serra de Itabaiana – Sergipe. Passamos três dias, no sol a pino, divididos em dois grupos, observando e anotando o comportamento de uns lagartinhos nativos (endêmicos) de dois tipos, mas a cara de um era o focinho do outro, não havia como diferenciá-los(sem dados importantes, lógico). Pensamos que o professor estava penas criando uma ocupação para a gente, posto que havia apenas uma pequena mancha clara que os diferenciava.

    Eis que ao final do terceiro dia reunimos os dados e constatamos que tinham hábitos alimentares diferentes (uns comiam frutos de cactos enquanto outros se alimentavam de pequenos insetos), horários distintos para as diferentes atividades, frequentavam diferentes ambientes, havia os que passavam a maior parte do seu tempo no solo e outros que preferiam um nível mais elevado, sobre arbustos e outras plantas de porte baixo (não chegavam a dois metros de altura). Foi uma das experiências mais esclarecedoras a respeito do evolucionismo que pude ter.

  • Cícero R. P. 10 de janeiro de 2014  

    Caro Rodrigo,
    Sua resposta de quase um livro, e depois eu que sou prolixo!?
    Tinha desistido, e nem me interesso ficar com a última palavra, apenas quero ver em mais detalhes sua visão, conceitos, conhecimentos dos quais não preciso discordar 100%.
    Note que muitos processos aceito como: seleção, mutação, adaptação, deriva. especiação etc, ainda que não sejam suficientes pra gerar macro mudanças.

    Já vi que de prolixidade você é que é o entendido, por esta sua resposta. Além disso, a minha resposta revela apenas o consenso da comunidade científica e não apenas minha opinião que isso fique claro.

    Várias vezes aqui, vc usou a expressão “consenso da comunidade científica”. Exato, é apenas um acordo ideológico em comum entre vários evolucionistas para blindar o mito; pois se usassem os métodos empíricos e heurísticos científicos nas pesquisas para comprovar um fato relativo a TE; não seriam evolucionistas.

    O experimento não se propõe a provar que a macroevolução ocorrer, mesmo por que já temos várias evidências disso amplamente aceitas pela comunidade científica. O experimento destina-se a mostrar COMO pode ter ocorrido e em que circunstâncias este tipo de fenômeno é mais ou menos provável.

    Em parte; não é como o artigo finaliza:
    “Estamos longe de ter uma compreensão realmente satisfatória dessas transições, mas estudos como os de Ratcliff, Travisano e seus vários colaboradores mostram como modelos experimentais podem ajudar muito neste empreitada, iluminando etapas extremamente importantes das GRANDES TRANSIÇÕES MACROEVOLUTIVAS.”

    Por que este é um post sobre a evolução da multicelularidade e, além de tudo a origem da vida é um campo multicelular em que a evolução dos processos de autorreplicação e a origem desses primeiros sistemas é só uma parte. Esse é uma típica estratégia criacionista.
    De onde você tirou isso. Quais as evidências disso? Vc simplesmente alega, mas não argumenta e nem fornece evidências. Isso é uma velha falácia de argumentar por asserções.

    As pesquisas para formação de vida (uma célula) em laboratório; todas fracassaram. Isso é fato evidencial científico.

    Por que eles precisariam saber como se organizar. Isso não faz sentido, a menos que se parta do pressuposto que é sempre preciso consciência para que algo ocorra. Mais uma vez você argumenta por asserção e não oferece qualquer razão ou evidência para tanto. Além disso, como eu já havia dito e você ignorou afirmar que os cientistas pressupõem que tudo ocorre por acaso às cegas é ridículo, sendo apenas um espantalho do que os cientistas afirmam e investigam.

    Um caos de elementos químicos amorais, impessoas, inanimados, ininteligiveis continuariam um caos total; e não formar estruturas complexas replicantes e depois em outras mais complexas ainda.

    Mas sabemos que a abiogênese por geração espontânea já foi refutada pelos trabalhos de Pasteur.
    Aqui você confunde a questão da geração espontânea que é a origem de seres vivos modernos de uma hora para outra a partir de de restos orgânicos com a origem de sistemas autorreplicantes e protocelulares. Mais uma vez você desvia do assunto.

    Mais uma vez, é sua interpretação, sua crença, sua asserção, sua ideologia sem base factual científica que tais sistemas surgiram e geraram todo o complexo e variado bioma até hoje.

    Segundo, por que a origem do RNA e do DNA requeriam informação inteligente? Isso é mais uma vez argumento vazio por asserção. Esse é o seu pressuposto, não um fato e nem mesmo uma hipótese minimamente desenvolvida.
    Cada vez temos mais evidências que a divisão entre RNA,DNA e proteínas evoluiu posteriormente a partir de sistemas mais simples, usando RNA ou RNAs e proteínas que, por sua vez, parecem ter originado-se de sistemas ainda mais simples mais dependentes dos sistemas e contextos geoquímicos e geofísicos que já mencionei.

    O DNA talvez seja o sistema de registro em código mais sofisticado do universo. Como é que as mutações – não dirigidos, não intencionais, não inteligentes, não pessoais agindo nas cópias (“letras” da fita trocadas, apagadas ou acrescentadas, duplicação de genes, inversão cromossómica, etc) geraram os enormes volumes de informação de DNA nos sistemas biológicos?
    Como é que tais acidentes aleatórios poderiam gerar 3 bilhões de letras de informação de modo a TRANSFORMAR um verme num infectologista?! As combinações não só constroem proteínas; mas também controlam o seu uso pela quantidade e qualidade das letras, sem admitir erros.
    Nada feito pelos seres humanos se aproxima desta notável eficiência biológica. Quem diria que o DNA pode armazenar informação de modo mais eficiente que nós?

    Vc está errado, sistemas não vivos captam e transformam energia. Vc deveria estudar mais física e química.

    Em alguns sistemas físicos e químicos até seriam possíveis essas trocas, mas não pra formação e descendência de vida orgânica biológica em alta complexidade.

    …mas em nada abala a constatação de que os seres vivos evoluíram e evoluem e que o estudo da origem da vida por mecanismos naturais é o único caminho viável, pelo menos, até que se mostre o contrário.

    Meu amigo, a verdade é que não temos qualquer evidência de que os sistemas de informação presentes nas formas de vida se criaram e escreveram a eles mesmos, que a vida criou-se a ela mesma, que uma forma de vida 100% aquática passou a ser 100% terrestre, que dinossauros passaram a ser colibris! que lobos, vacas, ursos viraram baleias, que a reprodução sexual criou-se a ela mesma, em duas formas de vida semelhantes e se uniram e passaram logo a reproduzir e a gerar descendência,… que chimpazés “desceram das árvores” e passaram a ser evolucionistas, e tudo o mais que faz parte da filosofia mitológica chamada “teoria da evolução”.
    Vcs tem a vossa fé e direito de ACREDITAR nisso. Só não chamem essas fantasias de “ciência” porque isso não é.

    Essa é uma mera opinião, sem quaisquer argumentos e evidências que a suportem. É portanto um simples argumento de autoridade, mais uma velha e conhecida falácia. Franklin é um conhecido criacionista e suas credenciais não valem nada sem que ele forneça argumentos e evidências respaldadas na literatura científica e consiga justificar seu repú consenso científico.

    Sim, para o “CONSENSO” especulativo dos crentes naturalistas; opiniões de outros cientistas não valem nada, só as deles!! nada parcial e preconceituoso né…!
    Na verdade, há farto material incluindo publicações científicas, com citações constrangedoras e comprometedoras dos próprios evolucionistas demonstrando as insolúveis e crescentes lacunas dessa crença ideológica/filosófica/religiosa. Ex:disso:
    http://www.asa3.org/ASA/PSCF/1996/PSCF9-96DeHaan.html#1

    As colocações acima são irrelevantes frente ao que apresentei, especialmente o fato de radiações como UV parecerem terem tido um papel positivo da origem da vida (além de como agentes mutagênicos também terem us certo papel na evolução ao ajudarem a produzir variabilidade genética), além de haveram vários fatore que poderiam proteger as primeiras reações pré-bióticas e sistemas autorreplicantes contra os efeitos nocivos das mesmas, como a própria argila, a água etc. Você é que precisar enfrentar o ônus de demonstrar que as reações essenciais para o surgimento de moléculas orgânicas e a evolução dos primeiros sistemas autorreplicantes seria inviabilizada por tais fatores. Mais uma vez, você está contra consenso científico e é você que deve apresentar evidências adequadas e não apenas declará-las sem qualquer lastro.
    Você está completamente mal informado temos evidências experimentais de várias dessas reações além de muitos estudos teóricos. São os criacionistas que simplesmente negam que elas sejam possíveis sem nem ao menos avaliar as evidências.

    Como já disse, as evidências experimentais científicas já realizadas até em ambientes menos severo, refutam seu argumento. Mais uma vez é a vossa fé em crer nesse milagre espetacular descabido.

    Ué? Aquela para qual termos evidências fósseis e filogenéticas e comparativas de modo mais geral, mas que você prefere ignorar. Mais uma vez, o experimento não visa provar a macroevolução, mas sim investigar seus mecanismos e as circunstâncias em que ela ocorre. As evidências para a macroevolução são de outra ordem e tipo. Vc parece não querer compreender isso e prefere ficar criando e combatendo caricaturas da pesquisa científica.

    As evidências fósseis e filogenéticas comparativas demonstram claramente funções específicas e necessárias aos seres vivos e não sinais macroevolutivos morfológicos.
    O estudo apenas provou descendência hereditária genética do MESMO ser.

    Foi exatamente isso que eles obtiveram. A divisão de trabalho celular mostrada em experimentos anteriores e a secreção de matriz extracelular que mantém os agregados juntos são exatamente o tipo de coisa que você nega ter acontecido. Mas existem muito mais evidências de evolução de nova informação genética, com novos genes, novos circuitos fenéticos e funções tendo surgido por meio de mutações, deriva e seleção natural.

    É sua especulação fantasiosa forçada. Não há nada NOVO. A alga Chlamydomonas reinhardtii, continua a mesma alga Chlamydomonas reinhardtii…

    Aí eu truco!! De novo, não! Existem amplas evidências de que mutação, deriva e seleção conseguem aumentar a informação genética, tanto em sentido mais coloquial como no mais técnico. Existem vários posts neste blog exatamente sobre este assunto. E a segunda lei da termodinâmica não é empecilho para isso. Essa é mais uma falácia criacionista. Você faz afirmações sem qualquer respaldo científico. Vc sabe pelo menos o que é i’nformação’?

    Errado. Mutação, deriva e seleção nunca conseguiram aumentar informação genética pra formação de NOVOS seres em NOVOS clados verticais. São apenas mecanismos que o Criador deixou para os devidos reparos genéticos quando necessários e consequente ADAPTAÇÃO a novas situações de ameaça inclusive com perda de informação genética; ainda assim em muitos casos houve extinções e não evolução de espécies.

    O processo de evolução adaptativa por seleção natural ‘cria’ sim informação genética, inclusive, no sentido mais técnico do termo ao reduzir a entropia de Shannon associada com as sequências de um (ou vários) locus sob seleção a medida que eles aproximam-se da fixação. Os trabalhos de grupos como os de Thomas Schneider e Christof Adami mostram claramente isso. Vc está completamente mal informado

    De-me algum exemplo observável hoje em dia ou recente, com evidente transformção anatomica a caminho para formação de um NOVO ser com NOVAS funções com NOVAS estruturas com NOVO DNA ou seja – macroevolução vertical – que é pura desculpa sua em não aceitar este termo; justamente por vós não terem provas/evidências factuais verificáveis.

    a especiação não ‘produz estruturas biológicas’. Ela é um processo em que populações de uma mesma espécie divergem genética e fenotipicamente formando novas linhagens independentes, ou seja, diferentes espécies, adaptando-se aos seus habitats particulares e/ou formando nichos específicos dentro de um mesmo habitat compartilhado, tornando-se, com o tempo, geneticamente isoladas umas das outras. São os processos que ocorrem durante a especiação e que influenciam a divergência genética e fenotípica das populações é que podem ou não produzir estruturas anatômica distintas.

    Concordo. Não geram transformações acentuadas morfológicas visando evolução diferenciada no termo clássico.

    O tipo de mudança que você descreve não ocorre por eventos únicos de especiação, mas por vários eventos de especiação ao longo de milhões de anos, cada um deles envolvendo mudanças não muito grandes. Nenhum cientista afirma que peixes simplesmente transformaram-se em mamíferos de um dia para a noite, como você parece sugerir. Isso é uma caricatura grosseira. Porém, temos evidências de sobre que através de múltiplos eventos de especiação e de evolução anagenética, alguns grupos de peixes evoluíram patas, pulmões, pescoços e ao longo de dezenas de milhões de anos reconfiguram sua anatomia dando origem aos vertebrados tetrápodes terrestres. Estes por sua vez evoluíram se diversificaram e deram origem aos diversos grupos de vertebrados terrestres, como os mamíferos, outro grupo, sobre o qual temos amplas evidências fósseis de transição, desde os sinapsídeos mais primitivos até os modernos mamíferos. Ou seja, existem enormes e abundantes evidências fósseis, embriológicas, morfológicas, fisiológicas e moleculares da macroevolução dos vertebrados e de outros grupos.

    Olha que fé incrível. Sim, os peixes CRIARAM as suas próprias patas, pulmões, pescoços, pernas etc! 😀 Disseram pro seu corpo: abracadabra! faça-se membros pois queremos conquistar novos mundos! vamos pra terra!
    Ou seja, há 395 milhões de anos, os tetrápodes –vertebrados com quatro patas– já caminhavam por aí. E com dedos, pés e mãos articulados.
    Bem, não nos é dito ou evidenciado com provas factuais ou fósseis, qual mecanismo que gerou esses dedos e mãos, mas isso já é pedir demais aos evolucionistas!

    Jennifer Clack, paleontóloga da Universidade de Cambridge que não participou do estudo, disse à Folha que ele “muda as ideias sobre quando, como e sob quais circunstâncias os tetrápodes evoluíram“.
    Ou seja, os crentes evolucionistas pensaram uma coisa, mas as descobertas cientificas e evidências mostraram outra.
    Ainda assim, afirma a pesquisadora, é preciso cautela. “São marcas isoladas. Pessoalmente, acredito que algumas delas possam ter sido deixadas por animais diferentes.”

    Uma declaração sensata, de quem busca honestidade pelas evidências e provas e não por fé dogmática especulativa na fantasia darwiniana.

    Como não existem fósseis dos corpos dos animais, os resultados do estudo dependem da interpretação das marcas. E isso ainda está longe de ser consenso entre paleontólogos. “É muito difícil distinguir esses grupos de “peixes” dos tetrápodes primitivos mesmo com base em ossos. Imagine com pegadas“,
    Embora acredite que o trabalho ajude a desvendar a evolução desses animais, o pesquisador considera que “os dados não são assim tão conclusivos quanto acham os autores”.
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u675764.shtml

    Temos ampla e sólidas evidências das transições macroevolutivas, como as que comentei envolvendo vertebrados aquáticos para os tetrápodes e dos sinapsídeos primitivos para os mamíferos modernos, além das evidências moleculares as quais me referi várias vezes. Tudo isso claramente pode ser aceito como evidências de ‘animais transformando-se em animais diferentes’, mas você obviamente não as aceita. Por que? Porque, muito provavelmente, você demanda que estas transições ocorram na frente dos seus olhos, mas isso é ridículo, sendo um mero espantalho absurdo do que é a evolução biológica. Por outro, lado mesmo mamíferos e répteis não deixaram de ser peixes, tendo em vista a moderna sistemática filogenética. Nós, vertebrados terrestres somos osteíctios sarcopterígios, sendo mais próximos dos peixes pulmonados e Latmerias (e eles de nós) do que somos enquanto grupo dos demais osteíctios actinopterígios. Da mesma forma continuamos a sermos animais bilaterais, eucariontes e assim vai.

    Quando TESTADA cientificamente as supostas “sólidas evidências das transições macroevolutivas” falham vergonhosamente mantendo-se na vala da pseudociência. E não sou eu apenas que afirmo isso. Inclui-se aqui, figuras como Darwin, Gould e Dawkins em suas declarações como bem resume este link com as devidas referências.
    http://www.darwinthenandnow.com/2013/05/richard-dawkins-dumps-the-fossil-record/

    Estive vendo uma lista de sinapsídeos e nada de características transicionais com novas estruturas aparecendo como pés, patas, asas, órgãos, partes do corpo em plena transformação anatômica acentuada e diferenciada de seus genitores.
    Na verdade, são seres bem inteiros, completos e funcionais e bem adaptados ao seu habitat – criaturas únicas.
    A própria Wiki admite: “Crê-se que a evolução para os mamíferos tenham sido desencadeada pela mudança para um nicho de vida noturna,…” ou seja, pura especulação da crença transformista darwiniana.
    Inclusive há artigos inteiros na Wiki sobre as INCERTEZAS da História evolutiva dos mamíferos!
    Ou sabes de algum fóssil de sinapsídeo em pleno desenvolvimento do aparelho mamário, nas estruturas internas e externas????

    Só porque estão extintos e semelhantes a outros seres vivos de hoje não significa que seja transicionais. Assim, eu poderia dizer que o pássaro dodô extinto foi um transicional sendo semelhante a uma galinha, ou mamutes também semelhantes a elefantes, ou o Bilby-pequeno a ratos maiores e diferentes etc… A regra é extinção das espécies e não evolução.

    O FATO é que essa variedade de espécies vivas e extintas corrobora as crescentes e insolúveis lacunas epistemológicas quanto a encaixar formas tão variadas numa seqüência evolutiva de ancestralidade.

    O que chamamos de evolução adaptativa é evolução por seleção natural. Isso é fato por definição. Não são vocês criacionistas que apitam sobre isso. Esse é só mais um absurdo vindo de vocês. Vcs tem seus próprios critérios e definições dos termos, mas não são vocês que os criaram e nem são vocês que estudam os fenômenos, padrões e processos evolutivos.

    A própria expressão “evolução adaptativa” já é um paradoxo incoerente gritante ou uma clara falácia lógica como queira… se o ser adapta, então não evoluiu! apenas ficou melhor na foto!

    Estas objeções não fazem sentido, pois remetem a caricatura da evolução que só existe na cabeça dos criacionista e de outras pessoas (inadvertidamente) completamente mal informadas sobre ciência, especialmente sobre a biologia evolutiva. Mais uma vez, as evidências de mudanças em largas escalas de tempo são de outra natureza e vocês fingem que elas não existem ao tentar redefinir os termos e fazer demandas cada vez mais absurdas.

    Essa objeções são muito justas e pertinentes dentro da investigação científica que deveria se ater aos FATOS e não as especulações, deduções, alegações sem material que corrobore tais FATOS. No caso a inexistência total de material fóssil/vivo transicional.

    Vc parece não perceber que os cientistas não tentam explicar o surgimento de uma nova espécie a partir de uma anterior simplesmente a partir da seleção natural. A especiação envolve, além da seleção natural, processos como a deriva genética, recombinação, o fluxo gênico, a estruturação demográfica das populações, barreiras geográficas ou subdivisão ecológica de nichos. É são estes e outros processos em combinações distintas que explicam a especiação e o surgumento de novas espécies. Em escalas mais amplas de tempo, quando estamos lidando com linhagens mais amplas e múltiplos eventos de especiação e extinção, aí outros fatores também começam a ser mais importantes, como a dinâmica ecológica em largas escalas de tempo e do espaço, fatores contingentes, como terremotos, vulcões, tsunamis, mudanças de relevo e dos níveis do mar, impacto de meteoros e cometas etc. São estes processos e fenômenos em conjunto que explicam a configuração da biota atual e suas mudanças ao longo do tempo. Portanto, mais uma vez, suas afirmações não passam de caricaturas do que realmente é investigado pelos cientistas.

    Esses fatores e processos que o englobam eventos de especiação, apenas evidenciam que a especiação é um fenômeno possível e observável. Mas eventos de especiação se limitam a geração dos mesmos seres originalmente criados, dentro do mesmo clado inferior a nível de Gênero-Família-Ordem.
    Não apele, isso não é evolução e nunca será! é apenas sua fé dogmática… Não há macro mudanças morfológicas acentuadas nos planos corporais.
    O ônus é seu em provar essa crença – com fósseis ou vivos.

    INFERIOR’ é um mero julgamento de valor seu. Isso não faz sentido em uma perspectiva científica moderna, muito menos em uma informada pela biologia evolutiva. Além disso, esta crença, diferente da sua (e de outros criacionistas) é respaldada por ampla e sólida gama de evidências advindas de múltiplas linhas de investigação científica e que refletem-se no imenso consenso científico sobre a questão.
    Somos sim todos parentes e as diversas linhagens de seres vivos originaram a partir de um ser mais primitivo (uma população ou meta-população deles, seria mais correto afirmar, especialmente em virtude das evidências de evolução reticulada entre os microrganismos mais primitivos) através de um longo processo de divergência de populações e formação de novas linhagens e extinção de outras. Este é o consenso na comunidade científica e as evidências para tal abundam.

    Olha aí seu “consenso” ad-nauseam. Ciência se faz com evidências/provas e fatos observáveis e não em conluios consensuais sectaristas pró-Darwin.
    É relevante o que diz um dos destacados biólogos evolucionistas – Robert L. Carroll – e não raro se ouvem declarações semelhantes dos próprios evolucionistas!
    “The most striking features of large-scale evolution are the extremely rapid divergence of lineages near the time of their origin, followed by long periods in which basic body plans and ways of life are retained. What is missing are the many intermediate forms hypothesized by Darwin, and the continual divergence of major lineages into the morphospace between distinct adaptive types.” (Towards a new evolutionary synthesis”, Trends in Ecology and Evolution, Vol. 15(1):27-32-2000).

    A ‘adição do refrão’ é também plenamente justificada pois temos ampla evidência geológica e paleontológica destes milhões (e mesmo bilhões de anos). Mais uma vez, quem acredita em milagres (o planejamento e intervenção de um super ser e violação das leis naturais e probabilidades) – e acham que eles deveriam figura como parte da explicação científica – são vocês, criacionistas, e não nós que aceitamos e compreendemos as bases do atual consenso científico. Mais uma vez, existem amplas evidências da evolução tanto em pequena como em grande escala e muitos religiosos reconhecem e aceitam este simples fato. São vocês criacionista, um subconjunto dos religiosos (e que felizmente não representam todos eles, muito menos os que realmente compreendem a questão e estudam a biologia) é que não aceitam isso por questões ideológicas e não por razões científicas e filosóficas sérias.

    Vários fatos científicos refutam seu consenso falacioso acientífico:
    -Um exemplo claro de discrepâncias dentre tantos nos métodos de datação, é este de lavas basálticas provenientes das quedas de água do rio Colorado que era de 150 mil anos e depois acharam 20 mil anos: http://gsabulletin.gsapubs.org/content/118/3-4/421.

    -Estudos mostram que o planeta Mercúrio não poderia ter os alegados milhões de anos devido a grande quantidade de material volátil, inclusive água e gelo! cfe. este link explica: http://creation.com/mercury-more-marks-of-youth
    Apesar de ser criacionista, as referências no rodapé são de conceituadas entidades científicas.

    -É fato que se encontra cada vez mais tecidos moles orgânicos e até DNA! em vários tipos de fósseis – dinossauros e outros – logo não poderiam ter os supostos milhões de anos, quando estudos já mostraram que a deterioração celular ocorre em no máximo uns 100 mil anos.

    -Fósseis poli-estratigráficos, existem no mundo, evidências de fósseis de grandes animais – baleias e árvores, muitos de cabeça pra baixo – pelo qual ATRAVESSAM as camadas, fazendo-os abranger mais de uma camada.
    Se o mesmo fosse formado por vento mais sedimentos gradualmente, eles não existiriam, pois a parte do animal que permanecesse do lado externo a uma camada, seria DECOMPOSTO.

    -Formato linear das camadas estratigráficas, alinhadas na horizontal, sem sinal de deformidades.
    O contato plano-paralelo entre as “camadas” geológicas indica uma deposição rápida e sucessiva dos sedimentos que posteriormente se tornaram rochas, e não uma sedimentação ao longo de milhões de anos. Do contrário, deveriam haver fortes sinais de erosão, contaminações diversas, lixiviação, intemperismos, infiltrações produzindo irregularidades – contudo não há. As camadas são planas e regulares o que indica nenhum tempo de exposição climática.
    São visíveis que as camadas DE CIMA (onde fica o solo), possuem imperfeições devido as erosões.
    Se as camadas inferiores um dia estiveram na superfície, elas possuiriam as mesmas desigualdades que possuem na camada superior.
    Pelo fato das camadas estarem bem alinhadas e sem sinal de erosão, isso demonstra que elas NUNCA estiveram na superfície.

    Desculparei o fato de você estar, claramente, fazendo uma projeção psicológica. Mas não conseguirei fazer isso por muito tempo. Devo avisar. Voltando a substância de seu comentário,: Descomunal é a falta de noção e conhecimento científico de pessoas como você que, mesmo, claramente, não sabendo do que estão falando, continuam a afirmar os maiores absurdos e dizer que eles são baseados em ciência. Como já disse, mas repito mais uma vez, temos evidências mais do que suficientes para aceitar estes eventos macroevolutivos estendidos no tempo e admirar sua beleza e significação [Para ficar bem claro: Aves são dinossauros terópodes, as evidências são enormes e claras, sendo o dissenso injustificável.]. Lacunas específicas sobre processos e padrões não refutam as evidências para o fenômeno em si.

    Nunca foi provado que passarinhos descendem de dinossauros terrestres. Isso é mais uma balela anti-científica dos fundamentalistas darwinistas para blindar o dogma mitológico darwiniano.
    Mais uma vez, a ciência chuta essa mentira travestida de ciência.
    O badalado e suposto fóssil transicional archaeopteryx, é apenas uma ave terrestre – tipo nosso avestruz.

    “A análise, publicada na edição desta semana do periódico científico Nature, coloca o Archaeopteryx de volta à categoria de aves.”
    http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-0Desculparei o fato de você estar, claramente, fazendo uma projeção psicológica. Mas não conseguirei fazer isso por muito tempo. Devo avisar. Voltando a substância de seu comentário,: Descomunal é a falta de noção e conhecimento científico de pessoas como você que, mesmo, claramente, não sabendo do que estão falando, continuam a afirmar os maiores absurdos e dizer que eles são baseados em ciência. Como já disse, mas repito mais uma vez, temos evidências mais do que suficientes para aceitar estes eventos macroevolutivos estendidos no tempo e admirar sua beleza e significação [Para ficar bem claro: Aves são dinossauros terópodes, as evidências são enormes e claras, sendo o dissenso injustificável.]. Lacunas específicas sobre processos e padrões não refutam as evidências para o fenômeno em si.

    5-29/novo-estudo-restaura-archaeopteryx-ao-grupo-das-aves.html

    Claramente você não acompanha muito os desenvolvimentos das ciências e muito menos está familiarizado com e literatura científica primária e secundária, não é? O consenso entre os especialistas é gigantesco e a oposição (criacionista) é pura e simplesmente ideologicamente motivada, surgindo, principalmente, das fileiras de grupos religiosos específicos fundamentalistas e literalistas que opõem-se a evolução por que, para eles (vocês) este fenômeno não é compatível com sua leitura específica das escrituras e/ou por que veem na simples aceitação deste fenômeno algum tipo de consequência moral inescapável. As objeções não são baseadas em evidências científicas e nem em bons argumentos. São apenas falácias e distorções. Você com seus comentários não fez nada para mudar esta conclusão, apenas a reforçou ao usar e abusar do mesmo tipo de retórica e cometer o mesmo tipo de erros.

    É exatamente o que vcs fazem com sua religião ideológica pseudocientífica. Interessante é o que disse Huxley:
    Quando lhe foi perguntado pelo apresentador Merv Griffin “Por que as pessoas acreditam na evolução?”, Huxley o buldogue escudeiro de Darwin respondeu honestamente: “A razão pela qual aceitamos o darwinismo, mesmo sem provas, é que não queríamos que Deus interferisse em nossos hábitos sexuais”.
    Perceba que ele não citou as evidências a favor da geração espontânea ou as evidências do registro dos fósseis. A motivação que ele observou como prevalente entre os evolucionistas estava baseada nas preferências morais, e não na evidência científica.

    Sim existem evidências observáveis na natureza. Existem sim vários estudos com populações naturais, como os guppies de Endler, em Trinidad, e os lagartos Anolis em ilhas do caribe etc. Mais uma vez, vocês faz afirmações sem nem esforçar-se para conhecer a literatura científica pertinente. Estamos cercados de várias evidências de evolução em populações naturais. Chega a dar tristeza da sua capacidade de negação.

    Triste é a sua desonestidade intelectual em chamar de “evolução” os peixes guppies que simplesmente devido a fatores de risco se ADAPTARAM a novas situações; gerando meramente diferenciação no tamanho, na fecundidade e na coloração das escamas, mas porém, continuam os MESMOS e tão somente peixes guppies…
    O mesmo para esses lagartos que sempre foram, são, e sempre serão lagartos, inclusive são do mesmo Gênero Anolis ou seja, sem macro mudanças na escala taxonômica!

    Então, não finja que suas objeções tem qualquer relevância científica, usando falácias em cima de falácias e cometendo erros conceituais e factuais todo o tempo para tentar argumentar contra o moderno consenso científico sobre evolução e sobre as evidências que os respaldam.

    Vc que está fingindo e desviando do tema, que agora seria sobre a detecção de Deus pelos métodos científicos e não sobre as lacunas e falácias da TE.

    Do que podemos concluir que o criacionismo (tradicional e do DI) vão pelo ralo, não é? Infelizmente, você não parece compreender que a partir dos seus próprios comentários e de sua visão (um tanto estreita, devo dizer) de ciência, você não deveria aceitar o criacionismo. Além de tudo, você vive está em flagrante contradição.

    Mais uma vez, vc distorceu sobre o assunto tratado agora. Que seria sobre a necessidade de um Ser Supremo Sobrenatural Inteligente para originar o incrível universo e a complexa vida.

    Não!! Se fosse assim não existiria tanto interesse em astrobiologia e em detectar evidências de uma biosfera das sombras em nosso próprio planeta. Além do mais, mesmo que os eventos históricos não sejam repetíveis (em senso estrito), uma vez que por definição já aconteceram, podemos estudá-los ao investigarmos múltiplas linhas de evidências independentes, inclusive algumas que empregam métodos erimentais, como o caso post acima (do assunto do qual fosse insiste em fugir) claramente mostra. Isso é ciência de primeira. Mas mesmo deixando de lado os métodos experimentais, e mesmo axpeceitando que a mesma descoberta não possa ser feita duas vezes, no caso de acharmos um fóssil, ela pode ser replicada e corroborada por descobertas análogas. O mesmo pode ser dito para conclusões obtidas por métodos diferentes e através de conjuntos de dados distintos. Desta forma, podem ser estabelecidas leis (ou pelo menos leis estatísticas e princípios gerais) e replicarmos padrões e mecanismos e processos.

    Estudarmos os eventos extraordinários, singulares, especiais ou sobrenaturais não significa que possamos conhece-los completamente e nem saber sua causa pela falha e limitada metodologia convencional da ciência. No caso do fóssil, é bem mais fácil devido a repetição do evento em sistemas biológicos.
    Mas muitos conceitos e teorias na ciência não são testáveis empiricamente. Ficam no campo ideológico, especulativo e suposições teorizadas como os multiversos, teoria das cordas, bolha, plasma etc. Assim, até nós podemos fazer melhor que o Hawking!
    Os físicos admitem que as Leis da Física se anulam na singularidade de um buraco negro. E a mecânica quântica e a relatividade de Einstein ainda estão em debate, assim como o comportamento da luz e da matéria e anti-matéria, ou a energia e matéria escura que todo mundo fala mas ninguém sabe o que é!

    Contudo, o ponto principal, que parece lhe escapar completamente, é que mesmo que as geociência e paleontologia e a biologia evolutiva, de modo mais geral, sejam ciências históricas (apesar do usos de experimentação também), o criacionismo não o é. Portanto, mais uma vez suas críticas nem fazem sentido. Ele simplesmente não pode ser visto como uma alternativa científica.

    O criacionismo não é contra a ciência ou a biologia; ele é apenas a opção mais sensata, coerente e racional para explicar o surgimento dos sistemas biológicos, em virtude dos seguintes fatores:
    -A complexidade especificada e a complexidade irredutível são indicadores ou marcas seguras de design nos sistemas biológicos e empregam subsistemas de complexidade irredutível interdependentes.
    -Os mecanismos naturalistas ou causas não-dirigidas não-ordenadas e randômicas não são suficientes para explicar a origem da complexidade especificada ou da complexidade irredutível.
    -Várias estruturas irredutivelmente complexas são compostas de elementos harmônicos e interativos nos seres que contribuem para o funcionamento do todo, de forma que a remoção de qualquer das partes faz com que ele cesse de funcionar.

    Que cientistas? Os criacionistas membros do ID? Falácia de argumentação por asserção e apelo a autoridades (vagas e não especificadas). Além disso, você mistura questões sobre a origem do universo (que nada tem a ver com este post e nem com este site) e o argumento do ajuste fino que só tem lugar em discussões de metafísica e filosofia da religião.

    Um exemplo é o cérebro humano. O próprio Carl Sagan disse:
    “a neuroquímica do cérebro é surpreendentemente ativa, o circuito da máquina mais maravilhosa que qualquer outra inventada pelo homem” (Cosmos p.278).
    Mas nega que o cérebro humano com mais de 20 milhões de informações e conexões precise de um criador inteligente. Admite que uma mensagem ou sinal curto do espaço implique um ser inteligente como fonte. Ora se uma simples mensagem do espaço requer uma causa inteligente, imagine mais de 20 milhões de informações; sendo o cérebro; muitissimo melhor e mais rápido e sofisticado que qualquer computador CRIADO pelo homem.

    Simplesmente por que temos experiência em primeira mão com o tipo específico de design, com as técnicas dos designers, com suas motivações e objetivos e com os próprios designer, nós mesmos. Estes exemplos de design humano são sem sentido para o tópico que você discute por que eles são completamente naturais e familiares. A mera analogia superficial não é suficiente para tornar o argumento dos criacionistas sério e muito menos cogente.

    É uma questão simples: tudo tende ao caos, à desordem, à inutilidade, ao desgaste pela entropia.
    Mas observe tudo em nossa volta: organismos que limpam o ar, o mecanismo de reciclagem natural da água, as estrelas nascendo, formando novos compostos necessários para a química. Resumindo, tudo na “natureza” é auto sustentável, projetado de forma muito superior às tecnologias humanas (consideradas inteligentes) que consomem os recursos até o fim. Vemos projeto, ordem e design na natureza.
    Todas as regulagens das forças elementares da física demonstram inteligência muito superior à humana.
    Tudo exibe design, complexidade, inteligência, beleza e organização. O que naturalmente requer uma Causa Inteligente. Atribuir tal organização a entidades não inteligentes, aleatórias, inanimadas, incognisciveis é um assassinato da lógica e da razão.

    O domínio das ciências é aberto, pois não podemos saber de antemão os resultados até aplicá-los a um certo domínio.
    Então, mesmo caso Deus exista “estando Deus na esfera metafísica transcendental extra-universo.” nem deveríamos colocá-lo na questão. Obrigado, Vc acabou de matar qualquer resquício de argumento pró-criaconista, mas você nem parece se aperceber disso.

    Um engenheiro ainda tem ação, domínio, intervenção e manutenção no carro que construiu; e este sente seus efeitos.

    Saudações. Espero sinceramente que você deixe seus preconceitos de lado e vá tentar aprender sobre ciências (especialmente sobre evolução) por fontes sérias, não ficando nessas caricaturas sem sentido típicas dos criacionistas. Espero também que você, como muitos outros religiosos, analise as evidências e perceba como elas corroboram em peso a realidade da evolução que, por sinal, é compatível com a fé religiosa de muita gente.

    Não tenho fé suficiente como vós; para crer que do LIMO surgiram amebas (já um ser altamente complexo!) e depois por forças cegas do acaso e sorte ininteligíveis um dia em certo tempo, viraram girafas, camelos e GENTE!!

    Abraços, saudações e um ótimo 2014.

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