Um comentário

  • Ester Oliveira 29 de novembro de 2013  

    No caso, se o tamanho do cérebro não se relaciona tão diretamente com o número de neurônios (visto que as regras de dimensionamento e escalas não são as mesmas para todos os grupos) terá-se que rever as teorias de evolução da inteligência humana, que sempre foi diretamente correlacionada ao aumento do cérebro pois se esperava que esse aumento indicasse aumento no número de neurônios e portanto, maior capacidade de sinapses e armazenamento de informações. Essas medidas são sempre baseadas em centímetros cúbicos das caixas cranianas de ossadas. Não sei se dentro dos primatas essas regras de dimensionamento e escalas são as mesmas, se forem as mesmas, o racicínio e a extraploração estarão certos. Mas parece que não é só dizer que o fóssil tal tem a caixa craniana maior do que o tal para se concluir que um era mais inteligente do que o outro. Sempre achei que poderíamos medir a “inteligência” mais razoavelmente com o numero de neurônios (pois seria um indicativo de numero de sinapses e capacidade cerebral) e sempre achei que o tamanho cerebral refletisse o número de neurônios e portanto aceitava a ideia de que tal espécie tem o volume cerebral maior que tal como indicativo dessa “inteligencia”. É claro que essas medições de “inteligência” mecanizam e reduzem totalmente o conceito de inteligência a algo mecânico e fisiológico, mas é o jeito que as pessoas geralmente estudam os seres humanos. Afinal medir inteligência e racionalidade não é nada possível. Podemos dizer que nossos antepassados passaram por um aumento cerebral possibilitado pela capacidade de ingerir mais calorias provinda de uma nova dieta que incluía alimentos cozidos, mas podemos correlacionar isso com o aumento de neurônios?

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