Eli Vieira

Cobras peçonhentas, enguias escorregadias e Harun Yahya

por Richard Dawkins (07/07/2008)

Em 2006, eu fui um dos dezenas de milhares de cientistas acadêmicos ao redor do mundo que receberam, sem solicitarem e completamente de graça, um livro enorme e ricamente ilustrado chamado Atlas da Criação, da autoria de Harun Yahya, um turco que faz apologia ao Islamismo. A tese do livro, que foi publicado em onze línguas, é que a evolução é falsa. A principal ‘evidência’ disso consiste em página após página de belas fotografias de animais fósseis, cada uma acompanhada de sua contraparte moderna que o livro diz não ter mudado em nada desde o tempo do fóssil. É um livro de grande formato, um livro de mesa espesso com mais de 700 páginas coloridas com alto brilho. O custo de produção de um livro assim deve ter sido extremamente alto, e pergunta-se, obrigatoriamente, de onde veio o dinheiro para produzi-lo e distribuí-lo grátis em tantas cópias e tantas línguas.

Dado que toda a mensagem do livro depende da semelhança alegada entre os animais modernos e seus correspondentes fósseis, eu achei graça quando comecei a folheá-lo ao acaso e encontrei na página 468, devotada às “enguias”, uma fóssil e uma moderna. A legenda diz,

“Há mais de 400 espécies de enguias na ordem Anguilliformes. Que elas não tenham passado por mudança em milhões de anos uma vez mais revela que a teoria da evolução é inválida.”

A enguia fóssil mostrada pode ser mesmo uma enguia, não sei dizer. Mas a “enguia” moderna retratada por Yahya (ver à esquerda) sem dúvida não é uma enguia mas uma serpente marinha, provavelmente do gênero bastante peçonhento Laticauda (uma enguia, é claro, não é mesmo uma serpente, mas sim um peixe teleósteo). Eu não vasculhei o livro por outros erros desse tipo. Mas dado que essa foi quase a primeira página que olhei… que validade tem a tese central do livro, de que os animais modernos são os mesmos desde o tempo de suas contrapartes fósseis?

Incidentalmente, em maio de 2008 Harun Yahya, cujo nome real é Adnan Oktar, foi sentenciado num tribunal turco a três anos de prisão por “criar uma organização ilegal para ganho próprio.”

P.S. adicionado em 8 de julho de 2008

Agora vi mais algumas páginas desse livro absurdo. As pranchas de página dupla nas páginas 54-55, 368-369 e 414-415 estão todas rotuladas como “crinóide”, e todas pretendem mostrar o quão similares são os crinóides antigos fossilizados aos modernos. Os crinóides são parentes pedunculados das estrelas-do-mar, membros do filo Echinodermata. As três pranchas têm legendas quase idênticas. Aqui está uma da página 54:

“O fóssil crinóide de 345 milhões de anos, idêntico a seus correspondentes modernos, invalida a teoria da evolução. Crinóides que se mantiveram sem mudança por 345 milhões de anos refutam a teoria da evolução, manifestando a criação de Deus como um fato.”

E todas as três pranchas mostram uma bela fotografia colorida de crinóides modernos para ilustrar a proposição. Entretanto, em todos os três casos, o animal moderno retratado não é um crinóide. Sequer é um equinodermo. Não é nem mesmo um deuterostômio (o sub-reino ao qual pertencemos nós e os equinodermos). Os zoólogos os reconhecerão como um verme anelídeo que habita tubos, um sabelídeo.

Na página 402, há quatro fotos de fósseis, corretamente rotuladas como ofiúros. Os ofiuróides são uma das maiores classes de equinodermos, outras sendo estrelas-do-mar, ouriços-do-mar e crinóides. De novo, temos uma legenda-padrão criacionista:

“Este fóssil de 180 milhões de anos revela que os ofiúros têm sido os mesmos por 200 milhões de anos. Esses animais, não diferentes dos que vivem hoje, novamente revelam a invalidade da evolução.”

Aqui temos não apenas uma, mas duas fotografias de animais viventes para ilustrar a falta de mudança desde os fósseis. Um desses animais modernos é de fato um ofiúro. O outro é uma estrela-do-mar! Membro de uma classe completamente diferente de equinodermos e obviamente muito diferente até à menor olhadela.

Finalmente, algo que P. Z. Myers já observou no Pharyngula, e eu incluo uma foto para um relato completo. Na página 244, Yahya deseja mostrar que as tricópteras não mudaram desde alguns insetos preservados em âmbar há 25 milhões de anos. Novamente, a legenda:

“Essas coisas vivas sobreviveram por milhões de anos sem a mais leve mudança em suas estruturas. O fato de que esses insetos nunca mudaram é um sinal de que nunca evoluíram.”

A essa altura, esperaremos alguma coisa realmente muito boa quando olharmos a foto do animal vivo. O que será a ‘tricóptera’ moderna? Uma piaba, talvez? Uma lesma de jardim? Um camarão-rei? Não, de uma maneira é muito melhor que isso: é uma isca de pesca, completa com um anzol protuberante!

Estou perdido em tentar conciliar os valores de produção desse livro caro com a “inanidade de tirar o fôlego” do seu conteúdo. É realmente inanidade, ou é pura preguiça – ou talvez uma consciência cínica da ignorância e estupidez do público alvo – a maioria de criacionistas muçulmanos. E de onde vem o dinheiro?

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Escrito especialmente para RichardDawkins.net. Ver também: post de Forbidden Music a respeito; e fotos de iscas de pesca de Graham Owen.

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Nota do tradutor

Em setembro de 2008, Harun Yahya conseguiu através de seus advogados que um tribunal turco bloqueasse o site de Richard Dawkins na Turquia. A resposta do portal de Dawkins foi traduzir o presente artigo para a língua turca. Em 23 de setembro, Yahya declarou que “todos os terroristas são darwinistas”. Em outubro, Dawkins proferiu uma palestra sobre o ‘Atlas da Criação’ de Oktar (Yahya) numa conferência do Conselho de Ex-Muçulmanos da Grã-Bretanha.

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Publicado também em Tetrapharmakos in vitro.

Levedura revela seleção sexual em ação

por Natasha Gilbert

Por que os pavões desenvolveram caudas tão elaboradas? Um estudo que detecta como um gene se espalha por uma população de levedura pode finalmente ajudar a responder tais questões espinhosas da evolução.

Como as leveduras poderiam ajudar a desvendar os mistérios do rabo do pavão?

Os biológos evolutivos conceberam vários modelos para explicar como a competição na reprodução afeta características como o rabo do pavão. A maioria concorda que uma característica que dê aos indivíduos uma vantagem na competição pela cópula se espalhará pela população. Mas discordam quanto à origem da preferência por essa característica. Alguns argumentam que caudas brilhantes, por exemplo, poderiam indicar que o macho está forte e saudável; outros dizem que as preferências por tal atributo aparecem arbitrariamente. Chegar a uma conclusão é difícil porque as características biológicas já evoluíram, e dependem de vários genes.

David Roger, um biólogo molecular do Imperial College de Londres, Reino Unido, e seu colega Duncan Greig, um biólogo evolutivo do University College de Londres, desenvolveram agora um sistema que permite ver como a preferência por um atributo afeta a frequência de um gene na população. Seu organismo modelo: a humilde levedura.

“As pessoas têm feito modelos teóricos de seleção sexual há anos como um modo de explicar como as características [traits] evoluíram,” diz Rogers. “Mas ao menos que você possa medir a aptidão [fitness] – isto é, como os genes se espalham pela população – você não pode realmente testar esses modelos.”

“No sistema que desenvolvemos, perseguimos um único alelo de um gene e vimos como ele se espalha pela população”, acrescenta. A pesquisa foi publicada em Proceedings of the Royal Society B1.

Competições Sexuais

Os cientistas escolheram a levedura porque ela se reproduz rapidamente, e tem sua genética bem entendida – o que é ideal para estudar a seleção sexual.

A levedura é um micróbio que pode se reproduzir assexuadamente, dividindo-se em dois organismos filhos que são geneticamente idênticos ao pai. Mas pode também fazer sexo, com duas células de levedura se fundindo para misturar seu DNA, criando um indivíduo novo e geneticamente único.

Algumas células de levedura secretam um feromônio que atrai outras para parceria sexual. Concentrações mais altas desse feromônio fazem uma célula ser mais atraente – então, em teoria, o gene que expressa o feromônio se espalhará na população.

Os pesquisadores modificaram um grupo de leveduras ‘sinalizadoras’ para secretar feromônios a mais e misturaram-nas com leveduras que sinalizavam em níveis normais.

Depois de um ajuste genético posterior para garantir que não pudessem se reproduzir assexuadamente, os micróbios foram postos em competição entre si em duas competições sexuais.

Você está me recebendo?

No primeiro cenário, os cientistas puseram um excesso de células de levedura sinalizadoras entre um número menor de células ‘receptoras’ que respondem ao feromônio, de modo que houve forte competição para encontrar uma parceira. Os cientistas descobriram que o gene para a produção do forte sinal de feromônio se espalhou rapidamente pela população.

Inversamente [no outro cenário], um excesso de células receptoras encontrou mais facilmente uma parceira, e o gene não se espalhou tão rapidamente.

“Os resultados do nosso experimento são bem simples e óbvios. O que é importante é que nós mostramos que a levedura pode ser usada para estudar a seleção sexual. Deve permitir progressos rápidos ao testar os modelos,” diz Rogers.

“É um avanço importante sobre o que conseguimos fazer antes,” concorda Malte Andersson, um ecólogo evolutivo da Universidade de Gotemburgo na Suécia. “Permite a nós olhar os detalhes genéticos de como a seleção funciona.”

Apenas a intensidade do sinal foi alterada nessa pesquisa, mas experimentos futuros podem criar ‘receptoras’ com maiores ou menores preferências pelo feromônio. O gene da preferência também pode ser ligado a um marcador genético (um pedaço conhecido de DNA facilmente observável) que também enfraquece a vitalidade da levedura.

Isso permitiria que os cientistas testassem teorias alternativas sobre por que as preferências evoluem. Por exemplo, um argumento sugere que a preferência por uma característica particular de um macho evoluirá e se espalhará pela população apenas se a característica oferece um benefício direto à fêmea. Rogers espera que outros pesquisadores usarão agora o sistema da levedura para enfrentar tais questões.

  • Referência

    1. Rogers, D. W. & Greig, D. Proc. R. Soc. B doi:10.1098/rspb.2008.1146 (2008).

Traduzido de Nature News.

Penas: marcas indeléveis da evolução das aves

VES são animais fáceis de se reconhecerem. Mesmo nos centros urbanos, fazem ninhos à nossa volta. São conhecidas popularmente por sua beleza, inteligência, fidelidade, destreza e, por que não, sabor.

ResearchBlogging.orgEncontrada uma pena, ou uma única pluma, já temos evidência suficiente para afirmar presença de ave sem sombra de dúvidas. Mas, se as aves são também resultado da evolução, encontraríamos numa viagem ao passado um momento em que suas características, por exemplo as penas, poderiam pertencer a criaturas bem diferentes do que chamamos hoje de ave? Por exemplo, alguma criatura com dentes?

A resposta é afirmativa segundo o registro fóssil. As penas, bem como muitas outras características, trazem consigo marcas indeléveis de que aves evoluíram.

“Descobertas de estruturas em forma de ‘fibra’ em Sinosauropteryx, Beipiaosaurus, e Sinornithosaurus e em dois dinossauros controversos com penas estimularam debates sobre a origem das penas além da origem das aves. Similaridades foram encontradas entre o apêndice integumentar alongado do arcossauro Longisquama, do Triássico tardio, e penas de aves modernas. O Protopteryx preservou alguns tipos interessantes de penas com características intermediárias de escamas e de penas modernas, assim fornecendo evidência fóssil para a origem das penas em escamas alongadas de répteis. (…) O Protopteryx tem o tamanho aproximado de um estorninho, com impressões de penas claramente preservadas.”

É o que dizem Fucheng Zhang & Zhonghe Zhou, da Academia Chinesa de Ciências, em publicação na revista Science de dezembro de 2000.

Zhang & Zhou concluem:

“As penas modernas provavelmente evoluíram através dos seguintes estágios: (1) alongamento das escamas, (2) aparecimento de um veio central, (3) diferenciação de ramificações em barbas, e (4) aparecimento de bárbulas e barbicelas.”

Traduzindo os termos técnicos, a evolução das penas, segundo as evidências fósseis, se deu assim: escama reptiliana -> escama reptiliana alongada -> escama alongada com ramificações -> protopena -> pena.

Essa ordem é consistente com estudos histológicos do crescimento das penas, como diz Alibardi (2007):

“Aqui se hipotetiza que em arcossauros pré-avianos com uma pele escamosa, escamas tuberculadas e posteriormente coniformes se formaram na pele sem penas em expansão. As escamas coniformes se alongaram em apêndices finos e pilosos que podem ter funcionado como apêndices isolantes para a termorregulação em arcossauros pró-avianos. (…) A morfogênese da coluna de barbas foi uma novidade evolutiva necessária para a origem de penas em aves e, provavelmente, em [dinossauros] terópodes. (…) Esses processos morfogenéticos podem explicar a ramificação simples nas penas modernas tão bem quanto em apêndices parecidos com penas primitivas encontrados em fósseis tais como Sinosauropteryx, Beipiaosaurus, Shuvuuia e Sinornithosaurus.”

Uma mudança gradual que transforma lentamente escamas em penas nada tem de projetada, muito menos de inteligente. Um projetista inteligente que precise ajustar a todo momento a sua criação não passa de um projetista pouco inteligente. E ele tem nome: seleção natural, deriva genética, ou seja, todos os verdadeiros mecanismos evolutivos já descobertos.

A transição entre outros dinossauros e aves (porque aves ainda são dinossauros) é clara. Basta ver fósseis como Archaeopteryx, Protopteryx, Confuciusornis, Yixianornis grabaui, entre outros.

Quanto a este último, é descrito por Julia A. Clarke, Zhonghe Zhou e Fucheng Zhang (2006) como um animal do cretáceo com claras impressões de penas e ainda dotado de dentes (ou seja, outra característica além das penas mudando gradualmente na transição terópode-ave [ornithurines]).

Ainda hoje, como relatou a revista científica Current Biology em 2006, quando acontece uma certa mutação pintinhos podem desenvolver dentes na fase embrionária – o que chamamos de atavismo, o reaparecimento de características ancestrais.

Não são poucos nos museus os exemplares de dinossauros fossilizados com penas, como o descrito por Ji e colaboradores na revista Nature de abril de 2001 (em muitos, inclusive, como se vê na foto à direita, membros anteriores se parecem com asas de ave, mas têm três dedos com garras). Dos dinossauros dotados de penas, apenas um dos já citados revelou-se um engano: o que parecia ser penas no Sinosauropteryx, na verdade era a impressão de fibras de colágeno no fóssil.

Cuervo e Moller (1999), finalmente, explicam como podem surgir as penas mais complicadas dos ornamentos mais belos dos pássaros em função de um caso especial da seleção natural:

“Ornamentos extravagantes de penas evoluíram independentemente ao menos 70 vezes em aves, e o contexto desses eventos evolutivos foi investigado estatisticamente. A aquisição de ornamentos de pena foi significativamente associada com uma mudança no sistema social de acasalamento de monogamia para poliginia ou lekking. Essa associação é consistente com o mecanismo Fisheriano da seleção sexual.

O que é de dar pena é que todas essas evidências são absolutamente ignoradas por aqueles que pretendem atacar a validade científica da teoria da evolução.
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Referências

Zhang, F. (2000). A Primitive Enantiornithine Bird and the Origin of Feathers Science, 290 (5498), 1955-1959 DOI: 10.1126/science.290.5498.1955

Alibardi, L. (2007). Cell organization of barb ridges in regenerating feathers of the quail: implications of the elongation of barb ridges for the evolution and diversification of feathers Acta Zoologica, 88 (2), 101-117 DOI: 10.1111/j.1463-6395.2007.00257.x

Clarke JA, Zhou Z, & Zhang F (2006). Insight into the evolution of avian flight from a new clade of Early Cretaceous ornithurines from China and the morphology of Yixianornis grabaui. Journal of anatomy, 208 (3), 287-308 PMID: 16533313

Harris, M., Hasso, S., Ferguson, M., & Fallon, J. (2006). The Development of Archosaurian First-Generation Teeth in a Chicken Mutant Current Biology, 16 (4), 371-377 DOI: 10.1016/j.cub.2005.12.047

Ji Q, Norell MA, Gao KQ, Ji SA, & Ren D (2001). The distribution of integumentary structures in a feathered dinosaur. Nature, 410 (6832), 1084-8 PMID: 11323669

Cuervo, J., & Moller, A. (1999). Ecology and evolution of extravagant feather ornaments Journal of Evolutionary Biology, 12 (5), 986-998 DOI: 10.1046/j.1420-9101.1999.00100.x

Manifesto de lançamento

VOLUCIONISMO tem sido usado pejorativamente por pessoas de cosmovisão sobrenaturalista para tratar injustamente a aceitação da Teoria da Evolução como se fosse uma doutrina paralela a outras, como se fosse uma aceitação acrítica de dogmas e postulados inverificáveis acerca dos processos que se passam nas espécies vivas deste planeta.

Não há, neste sentido, tal doutrina. A aceitação de um fato da natureza não implica num “ismo” que concorra com outros na sedução de mentes como se houvesse outra alternativa válida a ser aceita.

Não há alternativa científica à Teoria da Evolução, pois ela perpassa transversalmente todos os campos de estudos sobre os seres vivos, e é bem-sucedida na explicação de origem das entidades e fenômenos biológicos como nenhuma outra abordagem.

Quando se fala em EVOLUCIONISMO aqui, o aspecto posto em foco é outro: o poder explicativo desta forma de pensar divulgada por Charles Darwin e Alfred Russel Wallace.

Por poder explicativo, entende-se solidez como teoria filosófica. E em Filosofia sim, todas as alternativas têm lugar, não porque todas explicam bem, não porque todas são críveis, mas porque a mente filosófica admite considerar todas (o maior número possível) antes de descartar a maioria (porque o número de explicações plausíveis é evanescentemente pequeno em relação ao número total de explicações concebíveis).

Portanto, EVOLUCIONISMO não é doutrina. É um modo de pensar. Além de ser uma boa teoria filosófica, alcança sua expressão na teoria científica que é a espinha dorsal da Biologia moderna.

“Se recusas todas as sensações, não terás mais possibilidade de recorrer a nenhum critério para julgar as que, entre elas, consideras falsas. (…) Cingindo-se bem aos fenômenos, podem fazer-se induções a respeito do que nos é invisível. (…) Deve recordar-se sempre o método da multiplicidade [de causas possíveis para os fenômenos naturais].”
Epicuro de Samos