Dia da Consciência Negra: raças e espécies

Amanhã, dia 20 de novembro, é comemorado em diversos municípios brasileiros, o Dia da Consciência Negra. Tenho ouvido e lido muita discussão, principalmente aqui em Brasília, sobre a questão das cotas raciais na UnB, opiniões as mais apaixonadas, extremadas e intolerantes na defesa de pontos de vista sobre o tema. Gostaria de ver discutido aqui neste blog, não o direito às cotas, seja como reparação de injustiças passadas ou como fator acelerador da inserção do negro na sociedade; mas sim a questão do ponto de vista das raças. Como “cristão novo” no blog e no Evolucionismo, não tenho ainda o conhecimento e o discernimento para contribuir com o tema. Mas ao ler “A Grande História da Evolução”de Richard Dawkins, chamou-me a atenção “O conto do gafanhoto”. Dawkins nos alerta que os biólogos classificam os animais que se acasalam em condições artificiais, mas que s erecusam a fazê-lo na natureza, como espécies separadas. Os seres humanos, ao contrário, só através de esforço quase sobrehumano de empenho político desconsideram as diferenças entre populações e raças locais. No entanto, as raças humanas intercruzam-se e não há quem duvide que pertençam à mesma espécie. É sobre isto que trata “O conto do gafanhoto”, de raças e espécies, das dificuldades de definir ambas e de tudo o que isso tem a dizer a respeito das raças humanas. Com a palavra nossos biólogos, etólogos, antropólogos e zoólogos.

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  • Anônimo 3 de maio de 2012  

    Não sou biólogo mas parece-me que estamos diante da seguinte questão : Ausência de pressões de seleção significa necessariamente descendência SEM modificações ? Arrisco-me a uma resposta enfática : Evidentemente que não ! . Mutações, recombinações, deriva genética, transferências laterais, etc… existirão sempre. Logo, de onde veio essa idéia no mínimo ingênua de que paramos de evoluir ? Paramos de ¨evoluir¨ com relação a o quê ? Qual o referencial ? Talvez esteja implícita nessa tese a velha imagem tão suscetível às críticas de um progresso linear em direção à uma maior complexidade, seja lá o que isso signifique. Consequência também de uma certa desconsideração às tendências mais atualizadas de uma nova imagem do mundo natural que surge diante do conceito fundamental de co-evolução. Por quê, em nossos raciocínios, somos tão frequentemente traídos por nossa escala demasiada humana do tempo ?   

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