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Comprei e terminei de ler o ¨História da Vida ¨, objeto de comentários e observações de Rodrigo Veras em sua mensagem de blog abaixo entitulada  ¨O pavio filogenético e a explosão cambriana não se fundem ¨. O autor, o geólogo e paleontólogo Michael J. Benton realiza a façanha de descrever em 8 capítulos as principais fases de transição macroevolutivas cobrindo um período de aproximadamente 4 bilhões de anos do maior de todos os épicos naturais de que temos conhecimento, a origem e a evolução dos sêres vivos na Terra. Em um estilo conciso e cauteloso em muitas passagens, achei o livro particularmente adequado ao leitor interessado no assunto e que não dispõe de muito tempo para ler e pesquisar. A seguir destaco um trecho do livro que achei dos mais interessantes e que ilustra o estilo do autor e que sinaliza para uma leitura de grande prazer. No cap. 7, entitulado ¨ A Origem dos Ecossistemas Modernos ¨ e referindo-se à assim denominada ¨ Revolução Marinha do Mesozoico ¨ o autor escreve ( pag. 154 ) :

¨ Os perversos novos modos de predação parecem ter estimulados o surgimento de novos grupos de animais no fundo do mar que quebravam, esmagavam e perfuravam suas presas. Os ancestrais do caranguejos e lagostas surgiram no Cretáceo Inferior, e eles mordiam e rachavam as conchas e os equinodermos. Apareceram novos tipos de trituradores de conchas, os durófogos, incluindo os placodontes doTriássico, bem como uma ampla gama de peixes e répteis esmagadores de conchas do Jurássico e do Cretáceo. Alguns gastrópodes perversos, essencialmente búzios, desenvolveram capacidades de perfuração extraordinárias. A perfuração de conchas é um modo eficiente de predação, mas novos grupos no Cretáceo refinaram essa habilidade para novos níveis. O gastrópode usa tanto meios químicos quanto físicos para cortar um buraco no escudo de sua presa e depois sugar o conteúdo. Ele pode secretar ácidos diluídos, que queimam a casca de carbonato de cálcio, ou usar a rádula com dentes, uma espécie de língua, para limar um buraco. Outros predadores martelavam suas presas contra superfícies e depois as espetavam e as sugavam por suas aberturas naturais, engolindo-as inteiras , ou arrancavam a carne da concha ¨.

 

Termino esta breve mensagem por aqui. Ao leitor interessado recomendo fortemente que leia antes o post de Rodrigo citado acima que comenta e corrige um erro de tradução no fundamental e controverso assunto da chamada ¨Explosão Cambriana¨. Por fim, preparem-se para uma agradável surpresa no último capítulo. Evidentemente não irei contar o final do filme, reservado, é claro, àqueles que como eu e muitos outros não conseguem controlar curiosidades congênitas. Boa leitura ! .

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Comentário de J Leo em 31 julho 2012 às 23:35

Mal vejo a hora de ler.

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