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O surgimento da vida por “Evolução Cósmica” era INEVITÁVEL!

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Até acho interessante a teoria da Paspermia, aceito que moléculas orgânicas "vivam" flutuando pelo Cosmos, que a probabilidade de haver vida desfilando por aí seja um fato consolidado, mas gostaria que fosse resolvido um probleminha: se a vida e os elementos necessários para ela existir, tal como conhecemos na Terra, têm como fatores limitantes à sua viabilidade as radiações ionizantes e o calor, como chegaram até aqui?
Panspermia simplesmente não é resposta para a origem da vida. Dizer que veio de outro lugar não responde a questão.
Oi, Alexandre. É bom encontrá-lo por aqui.

Eu particularmente sou bem cético em relação a hipótese da panspermia. Pelo menos, na sua forma atual, ela está longe de ser uma explicação efetiva. Por enquanto, ela apenas adia o problema da explicação para a origem da vida, no máximo ajudando a ganhar um pouco mais de tempo para a evolução das primeiras células, fora do nosso planeta, em uma época em que as condições aqui talvez não fossem as mais “hospitaleiras” a vida. Por isso, acho a panspermia uma hipótese ainda muito especulativa.

Entretanto, a diferença da panspermia para outras especulações é que ela é potencialmente testável e alguns tipos de evidência poderiam nos forçar a avaliá-la muito mais cuidadosamente. Um exemplo seria a descoberta de fósseis de microorganismos, ou traços de químicos considerados “bio-marcadores” putativos, fora da terra de eras anteriores aos vestígios mais antigos de vida na terra. Dado as restrições da exploração espacial, marte é ainda a única possibilidade de testarmos esta hipótese em um futuro próximo.

A possibilidade de acharmos microorganismos em outros planetas, como marte, é também interessante. Caso estes organismos forem suficiente parecidos com os nossos de forma que possamos comparar genes e moléculas e, assim, traçar uma filogenia (além de estabelecermos a precedência temporal de origem, como mencionei no parágrafo anterior) poderíamos, pleo menos, parcialmente testar esta hipótese. Porém, ainda estamos muito longe disso.

Por enquanto, temos apenas a suposta evidência fóssil circunstancial da atividade metabólica de microorganismo em meteoritos marcianos, como o famosos ALH 84001, até hoje alvo de controvérsia. Mais recentemente, re-análises e algumas tentativas de recriar os supostos padrões de origem biogênica, por outros métodos, não surtiram efeito, fazendo a balança pender mais uma vez para a hipótese de origem biológica. Então talvez os indícios achados no ALH 84001 não sejam meros artefatos resultantes da entrada e colisão do meteoro com a superfície do nosso planeta. No entanto, outros meteoritos, recentemente investigados, podem jogar mais luz nesta polêmica. Pelo menos mais dois, destes meteoritos marcianos, parecem demonstrar indícios de sinais de origem biogênica Fica ainda um problema remanescente, a possibilidade de contaminação com material biológico terrestre. Porém, em um futuro mesmo este fator pode ser equacionado e melhor avaliado.

Agora, seria interessante diferenciar a panspermia, como tradicionalmente concebida, das teorias sobre o "semeamento" da terra primitiva com moléculas orgânicas extraterrestres. Temos boas evidências para a existências de diversas moléculas orgânicas complexas, inclusive aminoácidos e nucleobases (sem falar hidrocarbonetos heterocíclicos), em meteoritos, cometas e nebulosas gasosas. Esta é uma linha de investigação diferente da panspermia, além de ser bem mais palpável, e diz respeito ao surgimento das condições para abiogênese na própria terra.

Porém, Alexandre, ainda assim sua questão é pertinente. Realmente a capacidade de sobrevivência às condições extremas do espaço sideral, longe da atmosfera terrestre e, principalmente, fora da proteção do campo magnético da terra, no vácuo e frio intensos do espaço, são realmente pré-requisitos básicos para qualquer uma dessas hipóteses merecer atenção. No entanto, é também verdade que existem vários tipos de forma de vida que resistem a intensa exposição a radiação, como microorganismos ditos extremófilos, como as bactérias do gênero Deinococcus, especialmente D. Radiodurans. Desta maneira, a “esterilização” pelo ambiente espacial não é um impecílio insuperável.

Além disso, possuímos evidências de moléculas orgânicas em meteoritos como Murchinson, por isso parece ser bem viável a manutenção da integridade de, pelo menos, moléculas orgânicas, sobretudo quando abrigadas em fragmentos planetários.

Na verdade, alguns estudos vão ainda mais longe. Estas iniciativas estão testando a capacidade de sobrevivência de esporos bacterianos, sementes e organismos vivos em condições de microgravidade, longe da atmosfera, e da influência do campo magnético, terrestre, durante longos períodos. Períodos estes, grandes o suficiente para que um meteorito marciano, digamos, abrigando esporos ou microorganismos, pudesse chegar a terra, mantendo-os viáveis, depois de ejetado, após um impacto na superfície do planeta vermelho.

Porém a linha de pesquisa mais interessante testa a possibilidade da vida, realmente, ter surgido no espaço e não em outro planeta. Estes estudos estão tentando (e já com algum sucesso) recriar certas condições do espaço sideral e ambientes de microgravidade, para sintetizar sistemas precursores de protocélulas, como vesículas, através de moléculas ogânicas simples que achamos em meteoritos ou que temos evidência de existem no espaço sideral. Esta hipótese, em particular, não pode ser acusada de só “adiar” o problema, uma vez que ela lida realmente com o surgimento da vida.

Caso, haja progresso nestas linhas e sejamos capazes de testar estas hipóteses, conseguindo nos certificar de que excluímos, acima de qualquer dúvida razoável, a possibilidade de contaminação (das amostras espaciais por microorganismos terrestres ou de artefatos), a panspermia pode realmente tornar-se uma hipótese mais atraente e cientificamente estimulante. Por enquanto, nós que não somos astrobiólogos, aguardamos.

http://en.wikipedia.org/wiki/Panspermia

http://en.wikipedia.org/wiki/Murchison_meteorite

http://www.esa.int/esaCP/SEMFVO6H07F_index_0.html.

http://adsabs.harvard.edu/abs/2008cosp...37..660D

Z. Martins et al. (2008) Extraterrestrial nucleobases in the Murchison meteorite Earth and Planetary Science Letters 270 (2008) 130–136

Martin A. Line (2002) The enigma of the origin of life and its timing Microbiology (2002), 148, 21–27

David Warmflash et al., SURVIVABILITY OF MICROORGANISMS DURING INTERPLANETARY TRANSFER. NASA Johnson Space Center, 4The Planetary Society, 5California Institute of Technology LIVING INTERPLANETARY FLIGHT EXPERIMENT (LIFE): AN EXPERIMENT ON THE Workshop on the Exploration of Phobos and Deimos (2007)

"Living interplanetary flight experiment: an experiment on survivability of microorganisms during interplanetary transfer" veja em : www.lpi.usra.edu/meetings/phobosdeimos2007/pdf/7043.pdf
http://en.wikipedia.org/wiki/Allan_Hills_84001#See_also


David S. McKay et al., Life on Mars: New Evidence from Martian Meteorites Instruments and Methods for Astrobiology and Planetary Missions XII, edited by Richard B. Hoover,Gilbert V. Levin, Alexei Yu. Rozanov, Kurt D. Retherford, Proc. of SPIE Vol. 7441, 744102 – veja aqui: http://www.nasa.gov/centers/johnson/pdf/403089main_7441-1.pdf


http://news.softpedia.com/news/First-Signs-of-Life-Possibly-Discove...


http://www.astrobio.net/pressrelease/122/scientists-find-clues-that...


Grande abraço,

Rodrigo Véras
Hehe! Gosto do Rodrigo por isso, ele defende um situação com um tratado.

Mas a lógica é bem mais simples, acredito. Ockhan neles!

Em primeiro lugar, é preciso compreender que as condições de vida na Terra, nos primórdios de sua existência, eram absurdas. Gradualmente, isso foi se alterando e dando possibilidades para que os elementos se tornassem seres vivos. Por que, uma coisa é existir elementos orgânicos, outra coisa é isso, um elemento, se tornar um ser vivo.
E quais seres eram estes e em quais situações?

Surgem, aí, como segunda análise as discussões das possibilidades estatísticas. Aceitar que existam os extremófilos e, eles sim, poderem sobreviver em condições fora de propósito também é outra "forçação" de barra. Eles são 1 Desvio Padrão, 2 Desvios ou até out-liers no contexto geral. Não podem ser considerados, eles, os caras que tenham mudado tudo isso, pois a média do está por aí é bem diferente. Mesmo que a Evolução, num contexto, tenha levado ao ponto médio.

Assim, a panspermia, por mais cativante que sejam suas possibiliddes, está longe de ser, per si, a razão de estarmos, hoje, dedilhando nos teclados.
Oi, Alexandre!!

Sobre a questão dos extremófilos, eu tenho que discordar. Eles parecem ser muito antigos, mas muito antigos mesmo, ainda que tenhamos bastante dúvida em relação aos detalhes de origem dos seus genomas. Além disso, são bem mais comuns do que se pensa. São encontrados nos mais bizarros e diversificados ambientes. Eu não diria que eles são out-liers.

Microorganismos, de forma geral, parecem ser as formas de vida “dominantes”, constituindo aquilo que Gould se referia como “moda” da diversidade biológica, em alusão a medida de tendência de mesmo nome. Extremófilos são membros abundantes deste grupo. Aliás, muitas hipóteses para a origem da vida na terra, inclusive, investigam a possibilidade de que alguma forma de procarionte hipertermófilo (uma forma de extremófilo) seja o LUCA (ultimo ancestral comum universal). Por isso, segundo estas linhas de pesquisa, deveríamos usá-los como base para reconstituir os sistemas genéticos e metabólitos primordiais que poderiam ter surgido em sistemas de chaminés e fumarolas abissais. Então, estes procariontes estão no jogo. :)

Segundo, as condições da terra no chamado período Hadeano eram realmente extremas, mas é exatamente por isso que alguns cientistas estão levando mais a sério a possibilidade de uma "origem marciana". Alguns astrónomos sugerem que na mesma época as coisas deveriam ser bem mais "calmas" em marte. Se for realmente assim talvez lá as condições é que as condições a abiogênese fossem as ideais. Eu tenho fortes dúvidas, mas isso é potencialmente investigável.

Por isso acho, que a idéia de panspermia a partir de uma origem marciana, é bem menos absurda do que outras versões, além de ser potencialmente testável. Desta forma se estamos lidando com uma hipótese testável, a parcimônia, ou seja, a "navalha de Ockan", não se aplica. Ela só se aplica quando todas as evidências são iguais, não favorecendo nenhuma hipótese em particular. Aí sim, escolhemos, ou mantemos provisoriamente, a hipótese com menos pressuposições.

Outro fator, que também tem de ser levado em conta, é que já estão em andamento experimentos com síntese pré-biótica, e de sistemas "proto-protocelulares", em ambientes de microgravidade, semelhantes ao do espaço sideral. Caso eles mostrem que a síntese de certas etapas cruciais (sugeridas por alguns dos atuais modelos) para a origem da vida, sejam mais prováveis nestes ambientes, do que nos da terra primitiva, a hipótese de gênese espacial, poderia ser fortalecida. Estamos em uma fase em que sabemos muito pouco sobre como a vida pode ter surgido no passado remoto. As teorias de origem endógena tem preferência, claro. Porém, quando outras hipóteses, mesmo as mais tresloucadas, passam a fazer predições testáveis, ou, pelos menos, parte de suas suposições (ou dos cenários que elas envolvem) podem ser testados, eu digo "vai fundo". É assim que se faz ciência. No final das contas a maioria das hipóteses vai estar errada mesmo. :)

Eu particularmente vou esperar sentado. :) Concordo que, por enquanto, a panspermia é uma hipótese longe da ortodoxia e muito problemática. Não boto muita “fé” nela, mas admito que algumas versões talvez mereçam uma chance em breve. É assim a natureza da empreitada científica, mesmo uma idéia "louca" as vezes pode abrir caminhos para hipóteses e teorias muito interessantes. O problema é que calcular probabilidades nesta situação de relativa ignorância também não nos leva muito longe.

Abraços,

Rodrigo

Abraços,

Rodrigo

Alexandre Carlos Aguiar disse:
Hehe! Gosto do Rodrigo por isso, ele defende um situação com um tratado.

Mas a lógica é bem mais simples, acredito. Ockhan neles!

Em primeiro lugar, é preciso compreender que as condições de vida na Terra, nos primórdios de sua existência, eram absurdas. Gradualmente, isso foi se alterando e dando possibilidades para que os elementos se tornassem seres vivos. Por que, uma coisa é existir elementos orgânicos, outra coisa é isso, um elemento, se tornar um ser vivo.
E quais seres eram estes e em quais situações?

Surgem, aí, como segunda análise as discussões das possibilidades estatísticas. Aceitar que existam os extremófilos e, eles sim, poderem sobreviver em condições fora de propósito também é outra "forçação" de barra. Eles são 1 Desvio Padrão, 2 Desvios ou até out-liers no contexto geral. Não podem ser considerados, eles, os caras que tenham mudado tudo isso, pois a média do está por aí é bem diferente. Mesmo que a Evolução, num contexto, tenha levado ao ponto médio.

Assim, a panspermia, por mais cativante que sejam suas possibiliddes, está longe de ser, per si, a razão de estarmos, hoje, dedilhando nos teclados.
É impressão minha ou vc repostou o texto oroginal como um comentário?

Rodrigo
Entre a probabilidade da vida ter surgido pela panspermia e a probabilidade de ganhar na Mega-senha, prefiro gastar todo meu pouco dinheiro nas loterias.... tenho mais chance de ganhar um din-din!!!

Até mais, Marcos.
Hehehe!! Eu também não boto minha mão no fogo pela panspermia, mas caso seus defensores façam algumas previsões testáveis ( ou consigamos detectar vida em outros planetas e confirmar seu parentesco coma vida na terra), acho que, neste caso, ela poderia ser levada mais a sério. :)

Abraços a todos.

Marcos David Muhlpointner disse:
Entre a probabilidade da vida ter surgido pela panspermia e a probabilidade de ganhar na Mega-senha, prefiro gastar todo meu pouco dinheiro nas loterias.... tenho mais chance de ganhar um din-din!!!

Até mais, Marcos.
Lisandro,

favor não repostar textos já postados. É extremamente deselegante e ignora a participação dos outros membros no debate.

Não dá para levar seu texto muito a sério porque ele não cita nenhuma referência. Chega a ser circular em vários pontos, e usa uma terminologia esotérica difícil de decifrar. Duvido muito que astrofísicos fariam as afirmações que você fez sobre astrofísica com este grau de convicção.

Obrigado.
Eli primeiro obrigado por você me mostrar “erros” que eu não consigo enxergar sozinho...
Todavia na qualidade de desbravador das mitologias religiosas e de ateu ao extremo, do tipo capaz de andar por caminhos que ainda não foram abertos...
Eu Não preciso escrever bonito e nem tenho a obrigação de provar nada, até porque, a minha tarefa é a de contestar as versões bíblicas.
Quanto ao às provas e referencias, eu deixo esse trabalho braçal para as gerações futuras, pois são as perguntas que move o mundo, ninguém precisa fazer tudo sozinho, e só chegamos ao ponto onde nos encontramos devido à insaciável curiosidade humana.
Abraços
Eli a cerca de 3 anos, quando eu mostrei que o Efeito estufa era cíclico...
E não algo que os humanos estariam produzindo...
Fui ridicularizado, inclusive pelos colegas da STR...
E do Yahoo Resposta.
Veja http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071126091602AAPvsqf
Quais são as 45 provas de que o efeito estufa é uma fraude?
Lisandro, a seu pedido.
• 3 anos atrás

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20071119100730AALpuOn





Eli Vieira disse:
Lisandro,

favor não repostar textos já postados. É extremamente deselegante e ignora a participação dos outros membros no debate.

Não dá para levar seu texto muito a sério porque ele não cita nenhuma referência. Chega a ser circular em vários pontos, e usa uma terminologia esotérica difícil de decifrar. Duvido muito que astrofísicos fariam as afirmações que você fez sobre astrofísica com este grau de convicção.

Obrigado.
Lisandro,

Você não mostrou nada a não ser que seja climatologista e tenha publicado artigos científicos sobre o assunto, o que eu duvido. É uma notável falta de modéstia você achar que "mostrou" que o "efeito estufa" é cíclico, isso sem fazer pesquisa nenhuma e ainda respondendo perguntas no Yahoo respostas. Não foi você quem mostrou isso, e te informo que já tem mais de 100 anos que cientistas falam em eras do gelo cíclicas. Inclusive um deles, Louis Agassiz, nem acreditava em evolução biológica (o que mostra a antiguidade disso, dado o consenso moderno em torno da questão).

Eu já expressei aqui nesta rede que não tolerarei suas tentativas de fazer proselitismo ateu aqui dentro. Se você não consegue enxergar nada mais produtivo para fazer do que se comportar como um Antônio Conselheiro da negação dos dogmas alheios, só lamento. Existem pessoas sérias estudando a origem da religiosidade na espécie humana, publicando em revistas científicas como PNAS e Nature. A maioria desses pesquisadores é de ateus, no entanto, nenhum deles tem essa sua necessidade de fazer propaganda da descrença. Se você confia na sua descrença, bastaria esperar que as pessoas bem informadas chegassem a ela sozinhas. Proselitismo é para dogmáticos.

Portanto, como você mesmo admite que seu texto sem referências era para responder à Bíblia, lembro a você que se tem uma regra aqui dentro é falar sobre evolução biológica e não sobre religião.

Religião não é o assunto do Evolucionismo, muito menos confrontar a religião. Espero que dessa vez tenha ficado claro.

Saudações,
Eli.

P. S.: Dizer que o surgimento da vida era "inevitável" é (1) uma má interpretação de um processo histórico e (2) um determinismo dogmático que carece de justificação.

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