Um espaço para agregar ciência e filosofia sobre evolução biológica. Contribua!
Tags: antagônica, bissexualidade, evolução, heterossexualidade, homossexualidade, seleção, sexualmente
Permalink Responder até Eli Vieira em 6 dezembro 2009 at 1:30
Primeiramente, permita-me uma correção ao título do tópico. Não se usa o termo "homossexualismo" mais. O sufixo "-ismo" denota algo deliberado, como a decisão de acreditar em algo, uma ação dependente da vontade e do arbítrio consciente de uma pessoa. Este é o caso do capitalismo, do cristianismo, do criacionismo, etc. Assim como ninguém escolhe ser heterossexual, ninguém escolhe ser homossexual. Heterossexualidade, homossexualidade e bissexualidade são orientações sexuais, ou seja, propriedades intrínsecas da manifestação da libido de um dado organismo. Não é sujeito a alteração voluntária assim como não conseguimos alterar voluntariamente nossos batimentos cardíacos ou nossas funções renais. Começo minha resposta atentando para o erro do seu título porque é uma questão científica importante entender que um homossexual não "opta" por ser homossexual. Veja a notícia científica a seguir.
___
"Não é fácil ser gay
Autor: Graeme Baldwin
Fonte: EurekAlert! (Agência de notícias da Associação Americana para o Progresso da Ciência - AAAS)
Data: 13 de agosto de 2009
Membros de 'minorias sexuais' têm o dobro de probabilidade em relação a heterossexuais de procurar ajuda para questões de saúde psicológica ou tratamento para abuso de tóxicos. Um modelo de comportamento de procura de tratamentos, descrito no periódico de acesso livre BMC Psychiatry, apoia a ideia de que lésbicas, gays e bissexuais podem ter necessidades específicas de apoio psicológico.
Susan Cochran trabalhou com uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, usando dados que coletaram de 2074 pessoas entrevistadas previamente. Descobriram que 48,5% de lésbicas/gays/bissexuais relatam ter recebido tratamento no ano passado em comparação a 22,5% dos heterossexuais. Além disso, foi mostrado que o gênero tem grande importância; mulheres lésbicas e bissexuais mostraram maior probabilidade de receber tratamento e os homens heterossexuais mostraram a menor probabilidade.
De acordo com Cochran, "já se sabe que a utilização de serviços de saúde é maior entre as mulheres. Aqui mostramos que orientações sexuais minoritárias também são importantes para levar em conta. Mulheres lésbicas e bissexuais parecem ter aproximadamente o dobro da probabilidade das heterossexuais de relatar terem recebido tratamento recente para a saúde mental ou para transtornos de abuso de tóxicos."
Os pesquisadores especulam que as causas por trás desse maior uso de serviço de saúde podem incluir a maior exposição à discriminação, à violência e a outros eventos estressantes. Cochran acrescenta que "a patologização social generalizada e com raízes históricas sobre a homossexualidade pode contribuir para esta propensão para o tratamento ao interpretar a homossexualidade e questões associadas a ela como problemas de saúde mental"."
___
Partindo isso, vejamos outra notícia, agora sim sobre uma hipótese para a origem evolutiva da homossexualidade.
___
"Estudo mostra que a homossexualidade masculina pode ser explicada por um modelo específico de evolução darwiniana
Autor: Andrea Camperio Ciani
Fonte: EurekAlert! (Agência de notícias da Associação Americana para o Progresso da Ciência - AAAS)
Data: 17 de junho de 2008
Relatando esta semana à revista científica PloS ONE, uma equipe de pesquisadores italianos: Andrea Camperio Ciani e Giovanni Zanzotto, da Universidade de Padova, e Paolo Cermelli da Universidade de Torino, descobriram que a origem evolutiva e a persistência da homossexualidade masculina em populações humanas pode ser explicada por um modelo baseado na ideia de seleção sexualmente antagônica, na qual fatores genéticos espalham-se na população ao conferir vantagem reprodutiva para um sexo enquanto causa desvantagens ao outro.
A homossexualidade masculina é tida como influenciável por fatores psicossociais, e também como resultado de componentes genéticos. Isso é sugerido pela alta concordância de orientação sexual em gêmeos idênticos e o fato de que a homossexualidade é mais comum em homens que pertencem a linhagens maternas de homossexuais masculinos. Esses efeitos não foram mostrados para a homossexualidade feminina, o que indica que esses dois fenômenos podem ter origens e dinâmicas bem diferentes.
A homossexualidade masculina é difícil de explicar em modelos evolutivos darwinianos, porque os portadores de genes que predispõem para a homossexualidade masculina teriam chance menor de reprodução do que a média, sugerindo que os alelos influenciando a homossexualidade deveriam desaparecer progressivamente de uma população. Mas essa visão mudou quando um trabalho anterior de Camperio Ciani e colaboradores, publicado em 2004, mostrou que mulheres de linhagens maternas de homossexuais masculinos eram mais férteis que a média.
Desafiados por esses dados empíricos, os autores do novo estudo publicado na PLoS ONE consideraram uma gama de hipóteses diferentes para a difusão genética da homossexualidade masculina. Essas hipóteses incluíam: os efeitos genéticos maternos sobre os filhos, a vantagem do heterozigoto (como encontrada na resistência à malária), e a "seleção sexualmente antagônica". Esta última é um aspecto particular da evolução darwiniana, no qual fatores genéticos se espalham pela população ao conceder vantagem reprodutiva para um sexo enquanto desfavorecem o outro. Esse tipo de evolução foi previamente encontrado em insetos, aves e alguns mamíferos, mas nunca em humanos.
Para descobrir e esclarecer a dinâmica dos fatores genéticos para a homossexualidade, os pesquisadores tiveram de fazer uma triagem de um grande conjunto de modelos e excluí-los um a um. Eles concluíram que o único modelo possível era o da seleção sexualmente antagônica. Os outros modelos não se encaixaram nos dados empíricos, ao preverem que os alelos se extinguiriam muito facilmente ou invadiriam a população, ou ao falharem na descrição dos padrões de distribuição da homossexualidade masculina e fecundidade feminina observados nas famílias dos homossexuais. Apenas o modelo da seleção sexualmente antagônica envolvendo ao menos dois genes - ao menos um dos quais deve estar no cromossomo X (herdado por homens apenas através de suas mães) - explicava todos dados conhecidos.
Os resultados desse modelo mostram a interação da homossexualidade masculina com o aumento de fecundidade feminina dentro das populações humanas, numa dinâmica complexa, resultado na manutenção da homossexualidade masculina numa frequência estável e relativamente baixa, e destacando os efeitos da hereditariedade através da linhagem materna.
Esses achados fornecem novas reflexões sobre a homossexualidade masculina em humanos. Em particular, promovem uma mudança de foco na qual a homossexualidade não deve ser vista como uma característica prejudicial (devido à redução de fecundidade masculina a ela vinculada), mas, preferencialmente, deve ser considerada dentro do contexto evolutivo mais amplo de uma característica com benefícios gênero-específicos que promovem a fecundidade feminina. Esta pode ser a origem evolutiva dessa característica genética em seres humanos.
A possível ocorrência comum de características sexualmente antagônicas nos processos evolutivos, que atuam no jogo evolutivo beneficiando a fecundidade de um sexo em detrimento ao outro, apenas recentemente tem ganhado atenção. Este é um mecanismo-chave através do qual altos níveis de variação genética são mantidos nas populações biológicas. A homossexualidade masculina é apenas o primeiro exemplo de um número desconhecido de características sexualmente antagônicas que contribuem para a manutenção da variabilidade genética natural dos humanos. As novas perspectivas abertas pelos modelos desenvolvidos para a seleção sexualmente antagônica podem contribuir também para um melhor entendimento da maioria dos conflitos sexuais com base genética, que são, no presente, pouco compreendidos em humanos.
Uma implicação inesperada dos novos modelos diz respeito ao impacto que os fatores genéticos sexualmente antagônicos para a homossexualidade masculina têm sobre a fecundidade geral de uma população. As descobertas sugerem que a proporção de homossexuais masculinos pode sinalizar uma proporção correspondente de mulheres com fecundidade mais alta.
Consequentemente, esses fatores sempre contribuem, ceteris paribus, para um aumento líquido na fecundidade de toda a população, quando comparada a populações em que tais fatores estão em baixa ou ausentes. Este acréscimo é maior quando a fecundidade basal da população decresce; isso significa que os genes que influenciam a homossexualidade masculina acabam por desempenhar um papel de efeito tampão sobre quaisquer fatores externos que diminuam a fecundidade geral de uma população inteira."
___
Trocando em miúdos, a humanidade tem que agradecer aos gays por ser tão numerosa.
Prezado Eli,
Tenho dúvidas se de fato existem pessoas bissexuais. Pra mim, ou se é hétero ou homo. Não teria meio termo. E também nem todos os que praticam atos homossexuais seriam propriamente homossexuais.
Entendo que a homossexualidade pode ter razões genéticas (o que poderia levar a uma produção hormonal insuficiente) ou psico-social. E, neste caso, seria algo de origem psicológica mesmo.
O primeiro texto acima compartilhado "Não é fácil ser gay", realmente deve ser comrpeendido com o coração afim de que possamos buscar meios de inclusão social dos homossexuais, rompendo com a barreira do preconceito e cultivamos valores como a alteridade (nos colocando no lugar do outro).
Quanto à homossexualidade ser necessariamente resultado de um transtorno mental, certamente que se trata de um equívoco histórico da ciência e que já há tempo foi corrigido pelos conselhos de Medicina. Talvez por humanidade ou para se adequar aos movimentos que defendem as casuas dos homossexuais. Porém, não descartaria a possibilidade de que a homossexualidade seja uma variação patológica de origem genética e que impede o indivíduo de relacionar-se com o sexo oposto. E, se o indivíduo nasce gay, não existiria ainda meios científicos de torná-lo hétero, o que nos impõe a aceitar o outro como ele é, integrando-o no nosso convívio e lutando ao seu lado cotnra quaisquer discriminações.
Interessante o estudo feito sobre a homossexualidade que busca provar o equilíbrio populacional que compensa o número de mulheres mais férteis com homossexuais masculinos. Mas, refletindo sobre o assunto, tenho a ideia de que assim mesmo a ciência deve pesqusiar meios para que, no futuro, homossexuais que estiverem insatisfeitos com a sua condição possam se tornar héteros. Pois acho que eles seriam mais felizes sendo héteros e não se encontrarem mais limitados para um relacionamento harmônico com o sexo oposto.
Eli Vieira disse:
Olá Marcos, desculpe-me por demorar para contribuir com seu tópico. Obrigado por trazer este assunto, que sem dúvida é importante para a biologia da evolução humana.Primeiramente, permita-me uma correção ao título do tópico. Não se usa o termo "homossexualismo" mais. O sufixo "-ismo" denota algo deliberado, como a decisão de acreditar em algo, uma ação dependente da vontade e do arbítrio consciente de uma pessoa. Este é o caso do capitalismo, do cristianismo, do criacionismo, etc. Assim como ninguém escolhe ser heterossexual, ninguém escolhe ser homossexual. Heterossexualidade, homossexualidade e bissexualidade são orientações sexuais, ou seja, propriedades intrínsecas da manifestação da libido de um dado organismo. Não é sujeito a alteração voluntária assim como não conseguimos alterar voluntariamente nossos batimentos cardíacos ou nossas funções renais. Começo minha resposta atentando para o erro do seu título porque é uma questão científica importante entender que um homossexual não "opta" por ser homossexual. Veja a notícia científica a seguir.
___
"Não é fácil ser gay
Autor: Graeme Baldwin
Fonte: EurekAlert! (Agência de notícias da Associação Americana para o Progresso da Ciência - AAAS)
Data: 13 de agosto de 2009
Membros de 'minorias sexuais' têm o dobro de probabilidade em relação a heterossexuais de procurar ajuda para questões de saúde psicológica ou tratamento para abuso de tóxicos. Um modelo de comportamento de procura de tratamentos, descrito no periódico de acesso livre BMC Psychiatry, apoia a ideia de que lésbicas, gays e bissexuais podem ter necessidades específicas de apoio psicológico.
Susan Cochran trabalhou com uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, usando dados que coletaram de 2074 pessoas entrevistadas previamente. Descobriram que 48,5% de lésbicas/gays/bissexuais relatam ter recebido tratamento no ano passado em comparação a 22,5% dos heterossexuais. Além disso, foi mostrado que o gênero tem grande importância; mulheres lésbicas e bissexuais mostraram maior probabilidade de receber tratamento e os homens heterossexuais mostraram a menor probabilidade.
De acordo com Cochran, "já se sabe que a utilização de serviços de saúde é maior entre as mulheres. Aqui mostramos que orientações sexuais minoritárias também são importantes para levar em conta. Mulheres lésbicas e bissexuais parecem ter aproximadamente o dobro da probabilidade das heterossexuais de relatar terem recebido tratamento recente para a saúde mental ou para transtornos de abuso de tóxicos."
Os pesquisadores especulam que as causas por trás desse maior uso de serviço de saúde podem incluir a maior exposição à discriminação, à violência e a outros eventos estressantes. Cochran acrescenta que "a patologização social generalizada e com raízes históricas sobre a homossexualidade pode contribuir para esta propensão para o tratamento ao interpretar a homossexualidade e questões associadas a ela como problemas de saúde mental"."
___
Partindo isso, vejamos outra notícia, agora sim sobre uma hipótese para a origem evolutiva da homossexualidade.
___
"Estudo mostra que a homossexualidade masculina pode ser explicada por um modelo específico de evolução darwiniana
Autor: Andrea Camperio Ciani
Fonte: EurekAlert! (Agência de notícias da Associação Americana para o Progresso da Ciência - AAAS)
Data: 17 de junho de 2008
Relatando esta semana à revista científica PloS ONE, uma equipe de pesquisadores italianos: Andrea Camperio Ciani e Giovanni Zanzotto, da Universidade de Padova, e Paolo Cermelli da Universidade de Torino, descobriram que a origem evolutiva e a persistência da homossexualidade masculina em populações humanas pode ser explicada por um modelo baseado na ideia de seleção sexualmente antagônica, na qual fatores genéticos espalham-se na população ao conferir vantagem reprodutiva para um sexo enquanto causa desvantagens ao outro.
A homossexualidade masculina é tida como influenciável por fatores psicossociais, e também como resultado de componentes genéticos. Isso é sugerido pela alta concordância de orientação sexual em gêmeos idênticos e o fato de que a homossexualidade é mais comum em homens que pertencem a linhagens maternas de homossexuais masculinos. Esses efeitos não foram mostrados para a homossexualidade feminina, o que indica que esses dois fenômenos podem ter origens e dinâmicas bem diferentes.
A homossexualidade masculina é difícil de explicar em modelos evolutivos darwinianos, porque os portadores de genes que predispõem para a homossexualidade masculina teriam chance menor de reprodução do que a média, sugerindo que os alelos influenciando a homossexualidade deveriam desaparecer progressivamente de uma população. Mas essa visão mudou quando um trabalho anterior de Camperio Ciani e colaboradores, publicado em 2004, mostrou que mulheres de linhagens maternas de homossexuais masculinos eram mais férteis que a média.
Desafiados por esses dados empíricos, os autores do novo estudo publicado na PLoS ONE consideraram uma gama de hipóteses diferentes para a difusão genética da homossexualidade masculina. Essas hipóteses incluíam: os efeitos genéticos maternos sobre os filhos, a vantagem do heterozigoto (como encontrada na resistência à malária), e a "seleção sexualmente antagônica". Esta última é um aspecto particular da evolução darwiniana, no qual fatores genéticos se espalham pela população ao conceder vantagem reprodutiva para um sexo enquanto desfavorecem o outro. Esse tipo de evolução foi previamente encontrado em insetos, aves e alguns mamíferos, mas nunca em humanos.
Para descobrir e esclarecer a dinâmica dos fatores genéticos para a homossexualidade, os pesquisadores tiveram de fazer uma triagem de um grande conjunto de modelos e excluí-los um a um. Eles concluíram que o único modelo possível era o da seleção sexualmente antagônica. Os outros modelos não se encaixaram nos dados empíricos, ao preverem que os alelos se extinguiriam muito facilmente ou invadiriam a população, ou ao falharem na descrição dos padrões de distribuição da homossexualidade masculina e fecundidade feminina observados nas famílias dos homossexuais. Apenas o modelo da seleção sexualmente antagônica envolvendo ao menos dois genes - ao menos um dos quais deve estar no cromossomo X (herdado por homens apenas através de suas mães) - explicava todos dados conhecidos.
Os resultados desse modelo mostram a interação da homossexualidade masculina com o aumento de fecundidade feminina dentro das populações humanas, numa dinâmica complexa, resultado na manutenção da homossexualidade masculina numa frequência estável e relativamente baixa, e destacando os efeitos da hereditariedade através da linhagem materna.
Esses achados fornecem novas reflexões sobre a homossexualidade masculina em humanos. Em particular, promovem uma mudança de foco na qual a homossexualidade não deve ser vista como uma característica prejudicial (devido à redução de fecundidade masculina a ela vinculada), mas, preferencialmente, deve ser considerada dentro do contexto evolutivo mais amplo de uma característica com benefícios gênero-específicos que promovem a fecundidade feminina. Esta pode ser a origem evolutiva dessa característica genética em seres humanos.
A possível ocorrência comum de características sexualmente antagônicas nos processos evolutivos, que atuam no jogo evolutivo beneficiando a fecundidade de um sexo em detrimento ao outro, apenas recentemente tem ganhado atenção. Este é um mecanismo-chave através do qual altos níveis de variação genética são mantidos nas populações biológicas. A homossexualidade masculina é apenas o primeiro exemplo de um número desconhecido de características sexualmente antagônicas que contribuem para a manutenção da variabilidade genética natural dos humanos. As novas perspectivas abertas pelos modelos desenvolvidos para a seleção sexualmente antagônica podem contribuir também para um melhor entendimento da maioria dos conflitos sexuais com base genética, que são, no presente, pouco compreendidos em humanos.
Uma implicação inesperada dos novos modelos diz respeito ao impacto que os fatores genéticos sexualmente antagônicos para a homossexualidade masculina têm sobre a fecundidade geral de uma população. As descobertas sugerem que a proporção de homossexuais masculinos pode sinalizar uma proporção correspondente de mulheres com fecundidade mais alta.
Consequentemente, esses fatores sempre contribuem, ceteris paribus, para um aumento líquido na fecundidade de toda a população, quando comparada a populações em que tais fatores estão em baixa ou ausentes. Este acréscimo é maior quando a fecundidade basal da população decresce; isso significa que os genes que influenciam a homossexualidade masculina acabam por desempenhar um papel de efeito tampão sobre quaisquer fatores externos que diminuam a fecundidade geral de uma população inteira."
___
Trocando em miúdos, a humanidade tem que agradecer aos gays por ser tão numerosa.
P.S.: Tomei a liberdade de alterar "homossexualismo" para "homossexualidade" no título.
© 2012 Criado por Eli Vieira.
