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EU REPAREI QUE OS CREACIONISTAS MUITAS VEZES DIZEM QUE O DNA É DEMASIODO COMPLEXO PARA SER EXPLICADO PELA EVOLUÇÃO O PROBLEMA É QUE QUANDO ENCONTRO ESSE ARGUMENTO NÃO CONSIGO DAR UMA RESPOSTA .
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Permalink Responder até Rodrigo Véras em 27 novembro 2011 at 1:24
Oi, Abner.
O problema com os criacionistas é que, na maioria das vezes, eles nem sabem bem do que estão falando, como no caso da "complexidade do DNA". Sem definir bem o que eles querem dizer com isso fica complicado refutarmos as besteiras que eles falam sobre o assunto. Mas em geral quando falam disso querem referir-se a origem de novos genes e de novos sistemas de regulação gênica que ocorreram durante a evolução dos organismos vivos, principalmente, os eventos relacionados com a evolução de seres multicelulares, como animais e plantas.
Sobre este assunto temos alguns artigos aqui mesmo no evolucionismo:
http://evolucionismo.org/profiles/blogs/a-origem-de-nova-informacao
http://evolucionismo.org/profiles/blogs/a-origem-de-nova-informacao-1
http://evolucionismo.org/profiles/blogs/o-preco-da-complexidade
Os dois primeiros são mais introdutórios e lidam com os mecanismos mutacionais que podem criar novos genes, entre os quais a duplicação de genes prévios e a divergência das duas (ou mais) cópias por acumulo de mutações são o exemplo mais conhecido. Sobre este mecanismos conhecemos mesmo os processos que causam esses erros de duplicação, o crossing over desigual e o deslise da enzima DNA polimerase. Existem estimativas da ocorrência dessas mutações e das probabilidades relativas que essas cópias extras durem o suficiente para adquiriram novas funções, além de vários mecanismos que explicam como isso acontece, sendo os dois principais a subfuncionalização e a neofuncionalização. Além disso, outros tipos de mutações, como inserções, translocações, embaralhamento de fragmentos gênicos contendo regiões codificadoras de domínios protéicos, juntamente com a ação de elementos genéticos móveis e origem de novo, também estão entre os processos que estão por trás do aumento de genes, circuitos genéticos e que, portanto, são capazes de aumentar a complexidade dos genomas e das funções que eles desempenham.
O terceiro é um post mais técnico e exemplifica um modelo muito particular para a evolução da complexidade das redes de interação protéica como função da diminuição dos tamanhos efetivos das populações de eucariontes unicelulares e especialmente multicelulares (em relação aos procariontes) e o concomitante aumento do poder da deriva genética e relaxamento da seleção natural. Este modelo tem suas contrapartidas também na evolução de genes, redes genéticas e genômicas, e, basicamente, defende que em situações em que erros e mutações ligeiramente desfavoráveis podem se acumular, maior é a chance desses erros transformarem-se em inovações compensatórias, inicialmente 'remendos' genéticos, que mais tarde podem trazer novas funções e passarem a evoluir por seleção natural direcional.
http://evolucionismo.org/profiles/blogs/alem-da-selecao-natural-ou-a
Vários elementos genéticos regulatórios muito importantes, presentes em eucariontes, mas não em bactérias, como os introns, por exemplo, na realidade, exercem um efeito negativo nos indivíduos já que aumentam as chances de mutações que desestabilizam os genes em que estão inseridos. Isso leva a uma maior possibilidade de mutações simples em um único nucleotídeo anularem a função do gene completamente. Isso ocorre por que para que introns existam há a necessidade de sequências específicas nas junções entre esses introns e as porções que realmente codificam as proteínas, os exons, para que possam ser reconhecidas por enzimas e ribozimas específicas e cada região de junção é uma alvo mutacionla em potencial de grande impacto no organismo. Mas neste modelo, os custos associados a formação destes elementos 'intervenientes' tendem a ser toleráveis, e até prováveis, em circunstâncias em que as populações tornam-se suficientemente pequenas, e uma vez fixadas os reparos necessários passam a ser favorecidos pela seleção natural, já que a existência desses introns permitem o processamento alternativo dos RNAs (pré)mensageiros derivados destes genes, possibilitando que a partir de uma única seqüencia de DNA várias proteínas diferentes sejam sintetizadas, o que é certamente um enorme ganho de complexidade genética e biológica.
Deixando os detalhes de lado, o ponto crucial e que os criacionistas não conseguem e não querem entender é que hoje são muito bem conhecidos muitos dos processos pelos quais os genomas evoluem e podem tornar-se mais complexos e novas funções e estruturas morfológicas e sistemas biológicos podem surgir. Não temos apenas exemplos e modelos esquemáticos, mas tempos vários modelos quantitativos e evidências que os apóiam. Os criacionistas apenas os ignoram.
Grande Abraço,
Rodrigo
Permalink Responder até Jório Eduardo de Freitas Maia em 18 janeiro 2012 at 22:58
Abner, Tudo indica que o DNA só surgiu depois do RNA e das Proteínas. provavelmente, segundo o Dr. Jack Szostak, a primeira célula teria membranas de ácidos graxos e RNA rbozima (se replica sem ajuda de proteínas). Com o tempo aminoácidos adentraram estas protocélulas e foram atraídos pelo RNA ribozima. Cada trinca de nucleotídeos de Rna codificava um aminoácido. Os aminoácidos unidos formaram as primeiras proteínas. Portanto, formou-se então um códio genético com apenas dois componentes RNA e Proteínas. O DNA evoluiu do RNA. A partir de então, as células ficaram com sua configuração atual
DNA-RNA-Proteínas e membranas. As membranas se tornaram lipoproteicas .
No geralzão é isto aí.
Vejo muita lógica nesta hipótese do Szostak, mas não tenho como entrar no mérito da questão, pois este é um assunto muito minucioso e complexo
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