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Postado por José Antonio Dias da Silva em 27 janeiro 2012 às 23:01 0 Comentários 1 Curtiu isto
O médico-geneticista Dr. Sérgio Danilo Pena, professor da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), é responsável por uma série de estudos sobre a composição genética da população brasileira. Internacionalmente conhecido por seu talento e rigor científico, Danilo Pena escreveu durante 5 anos na coluna "Deriva Genética" criado por ele para a Ciência Hoje On-Line onde discutia temas de genética e evolução. A partir das crônicas científicas da coluna nasceu o brilhante livro de ensaios intitulado "A Flor da Pele - Reflexões de um Geneticista" (Ed. Vieira & Lent, 2007), do qual destaquei um tópico que dá o título a esta postagem. No capítulo 12 do livro (Darwin: o super-herói), o autor ao destacar a genialidade de Darwin, nos brinda com um exemplo magistral de como podemos contemplar a evolução por seleção natural em tempo real
Diz o professor Danilo Pena:
"Muita gente pensa que evolução por seleção natural é algo hipotético, na qual a pessoa pode acreditar ou não. Pelo contrário, a evolução darwiniana hoje é uma verdade científica. Poucas teorias científicas conseguiram amealhar tanta evidência a seu favor. Em alguns casos, nós podemos observar a evolução darwiniana ocorrendo bem em frente dos nossos olhos!"
E cita como exemp…
ContinuarPostado por ABNER GOMES FLORENTINO em 27 janeiro 2012 às 20:49 0 Comentários 0 Curtiram isto
Em 2010 foram descobertas, no monumento nacional Grand-staircase-Escalante nos Estados Unidos no sul do estado de Utah, duas novas espécies de dinossauros com chifres, em uma escavação liderada pelos paleontólogos Scott Sampson, do museu de historia natural do Utah, e Mark Lowen do departamento de geologia e geofísica da universidade do Utah. A descoberta dos dinossauros foi anunciada na revista científica online de acesso livre http://www.plosone.org/ .
Os dois novos dinossauros, Utahceratops getty e Kosmoceratops richardsoni, viviam em um continente "perdido" formado pela inundação da região central da América do Norte, conhecido como Laramidia, quando um um mar raso dividiu as costas leste e oeste da América do Norte e durante cerca de 27 milhões de anos, no período cretáceo. O continente de
Laramidia tinha uma área de apenas 20% da América do Norte que conhecemos hoje em dia, contudo tinha muito mais espécies de dinossauros do que Appalachia, seu continente irmão, formado pela massa continental correspondente a costa leste da América do Norte .
O maior dos dois novos dinossauros,…
ContinuarPostado por Rodrigo Véras em 26 janeiro 2012 às 18:00 0 Comentários 1 Curtiu isto
Em uma nota recente no portal de noticias científicas ScienceDaily foram relatados os resultados e conclusões de um estudo cujos dados preliminares haviam sido discutidos aqui no evolucionismo. Como parte da constante tentativa dos cientista de explicar nossas origens, biólogos recentemente obtiveram importantes resultados que nos dão um vislumbre de um passo considerado fundamental na evolução da vida animal e vegetal, a evolução da multicelularidade a partir da unicelularidade em experimentos usando a levedura unicelular Saccharomyces cerevisiae, um dos principais organismos modelo amplamente utilizado na pesquisa biológica e biomédica básica. Com o provocativo título, “Biólogos replicam passo evolutivo chave ”, a matéria foi publicada terça-feira última, dia 17 de janeiro, a partir da publicação de um artigo na famosa e respeitada revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Desde a origem dos primeiros organismos procariontes unicelulares, cujo surgimento é estimado em cerca de 3,8 a 4 bilhões de anos, passaram-se mais de 3 bilhões de anos até que aparecessem vestígios inequívocos de vida multicelular. A biota de Ediacara é um dos marcos iniciais da evolução de seres multicelulares e é um período em que a vida…
ContinuarPostado por José Antonio Dias da Silva em 21 janeiro 2012 às 18:30 0 Comentários 1 Curtiu isto
Ao acessar o portal iG nesta quarta-feira (18/01/2012) me deparei com uma notícia realmente interessante (para aqueles que se interessam por evolução, é claro). Dizia a reportagem:
"Vários fósseis recolhidos pelo naturalista inglês Charles Darwin no século XIX, tidos como desaparecidos, foram encontrados em um armário da instituição científica British Geological Survey, informou nesta terça-feira a rede de televisão 'BBC'.Trata-se de amostras de fósseis recolhidos por Darwin durante sua histórica viagem com a embarcação "Beagle" em 1834, quando começou a desenvolver a teoria da evolução.
Os fósseis do cientista foram encontrados ao lado de outras amostras, que há mais de 160 anos tinham sido depositadas no mesmo armário, situado nos porões desse centro de ciências geológicas da localidade de Keyworth, no centro da Inglaterra.
O responsável pelo achado foi o paleontólogo Howard Falcon-Lang, da Universidade de Londres, que se aproximou do móvel ao ver que havia umas gavetas com o rótulo de "plantas fósseis não registradas".
"Dentro havia centenas de lâminas de vidro com amostras de fósseis de plantas, que eram polidas em folhas transparentes para serem examinadas sob o microscópio", explicou o cientista. "A primeira que peguei já estava etiquetada com o nome de Darwin", acrescentou.
Estes fósseis de Darwin "se perderam" porque um amigo do cientista, o botânico Joseph Hooker, que estava…Continuar
Postado por José Antonio Dias da Silva em 16 janeiro 2012 às 13:00 0 Comentários 1 Curtiu isto
U
m ensaio publicado na revista Ciência Hoje Nº 285, sob o título de "Lamarck: fatos e boatos", revisita o legado de naturalista francês Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck (1744-1829), ou simplesmente Lamarck, para a história da ciência e tenta desfazer a imagem de coadjuvante da Teoria da Evolução atribuída a este personagem. Segundo a revista, Lamarck também contribuiu para o desenvolvimento do que conhecemos hoje como teoria da evolução , mas alguns autores, ao tentar resumir as ideias desse naturalista, omitem algumas informações e distorcem outras, criando assim ‘boatos’ sobre seu verdadeiro papel. De acordo com o artigo da Ch 285, os dois maiores boatos criados a respeito de Lamarck são:
¨1) suas ideias evolutivas se resumiam a duas leis, e
2) o inglês Charles Darwin (1809-1882), um dos autores da moderna teoria da evolução, se opôs a essas leis".
"Assim, diante da pergunta Quem foi Lamarck?', um aluno de ensino médio pode responder 'Foi o cara do pescoço da girafa', ou até 'Foi o cara que dizia o contrário de Darwin'."
Essas respostas, e outras com conteúdo semelhante, permanecem vivas não apenas na boca dos…
ContinuarPostado por Rodrigo Véras em 20 dezembro 2011 às 23:00 2 Comentários 1 Curtiu isto
Mason Liang e Rasmus Nielsen, em uma sessão de perguntas e respostas da revista BMC Biology, resume
m o que realmente sabemos (e, principalmente "como" sabemos) sobre Homo sapiens, até o momento. As oito perguntas e respostas inspiraram esta série de posts rápidos que começam hoje aqui no evolucionismo. Segue uma versão baseada das mesmas perguntas de respostas que tomam como base as respostas de Liang e Nielsen (2011) e em que acrescento mais informações e considerações, além de fontes bibliográficas adicionais.
"1) É verdade que humanos modernos tem ascendência direta dos Neandertais e outras espécies arcaicas?"
A resposta mais direta é sim. Pelo menos é o que podemos concluir a partir de dois estudos bem recentes publicados por Green e colaboradores e Reich e colaboradores, ambos em 2010. Na realidade a presença e a porcentagem de material genético dessas linhagens humanas arcaicas, como os Neandertais, em seres humanos modernos, depende da origem étnica das populações humanas.
…
ContinuarPostado por Rodrigo Véras em 15 dezembro 2011 às 19:30 0 Comentários 1 Curtiu isto
A origem de novo de novos genes codificadores de proteínas, isto é, a origem através de segmentos de DNA não-codificantes, é considerada uma ocorrência muito rara nos genomas. Caso perguntarmos “De onde a maioria dos novos genes surgem?”, ouvíramos da imensa maioria dos pesquisadores a resposta: “De outros genes, ué!”, como Guerzoni e McLysaght (2011) afirmam em edição recente da revista PLoS Genetics.
A duplicação gênica ainda é considerada a fonte principal de novos loci nos genomas dos eucariontes, com esse proc
esso podendo ocorrer de diversas formas, como o embaralhamento de éxons ('exon shuffling'); duplicação em tandem - isto é, de segmento contíguos - ou de porções cromossômicas maiores, como resultado de crossing overs desiguais ou deslises da enzima DNA polimerase (e dos erros de reparo que se sucedem a isso); retro-cópia intermediada por ação de retrotransposons; além da duplicação de cromossomos e genomas inteiros e da fusão e fissão de genes. Nos últimos anos, contudo, os pesquisadores têm reconhecido que a possibilidade de origem de novo - em que os genes se originam “a partir do zero” (de novo) – , antes tida como desprezível, é, apesar de rara, completamente consistente como forma de evolução de novos genes nos genomas eucarióticos. Vários trabalhos recentes vêm identificando vários genes originados a partir do zero e não da duplicação de outros genes ou domínios de outros genes pré-existentes, em Drosophila, arroz, camundongos, primatas,…
Postado por Rodrigo Véras em 9 dezembro 2011 às 22:00 3 Comentários 1 Curtiu isto
O chamado "DNA lixo" ou "DNA sucata"[1] é motivo de contínua confusão entre leigos, sendo arrastado às discussões por criacionistas de todas as estirpes que gostam de afirmar que a descoberta de novas funções, nestas 'misteriosas' e extensas porções genômicas, refutariam a
evolução. Não é incomum entre os adeptos do criacionismo do Design Inteligente afirmar que estas eventuais funções adicionais em regiões não codificadoras dos genomas seriam uma previsão da teoria do Design Inteligente que, por sua vez, seria contrária a previsão dos biólogos evolutivos que teriam afirmado que essas extensas regiões do genoma não teriam qualquer função. Estas e outras afirmações similares, entretanto, não sobrevivem ao exame da própria história do conceito de "DNA sucata" que, por sinal, vêm se alterando ao longo dos anos.
Primeiro de tudo, é importante compreendermos o que, hoje em dia, é entendido por "DNA sucata" e o que não é "DNA sucata". O DNA sucata não é sinônimo de "DNA não codificante", embora uma grande porção dele seja realmente não codificante e muitos pesquisadores dêem especial atenção a estes trechos. Além disso, "DNA não codificante" não é sinônimo de DNA "não funcional", pois conhecemos as funções de muitos trechos não codificantes. O fenômeno de regulação gênica atesta a importância de sequências não codificadoras na regulação da transcrição gênica e ele já era bem conhecido a partir do estudo de fagos e bactérias feitos desde os nos anos 60. Uma questão importante refere-se ao fato que a estrutura dos genes dos eucariontes ser bastante diferente da dos procariontes.
Os genes dos…
ContinuarPostado por Rodrigo Véras em 29 novembro 2011 às 23:30 2 Comentários 2 Curtiram isto
Este é o título de um artigo recente ('Are we still evolving?, publicado no dia 20 de novembro de 2011 pelo The Guardian), escrito por Robin McKie, que começa por questionar se os avanços na medicina e a existência de um suprimento estável de alimento e água teriam abrandado a seleção natural no mundo ocidental, 'congelando', desta maneira a nossa evolução. Esta, aliás, é a opinião de alguns geneticistas, como Steve Jones que afirma: "A seleção natural, se ela não parou, pelo menos tem sido mais lenta." que para apoiar essa tese nos pede que consideremos as taxas de mortalidade desde a época de Shakespeare, comparado-as com o seu atual patamar. Jones, então, comenta: "Apenas cerca de um bebê Inglês em três chegavam à idade de 21 anos. Muitas dessas crianças morreram por causa dos genes que carregavam, mas agora cerca de 99% de todos os bebês nascidos chegam a essa idade.". Assim, como atualmente quase todos sobrevivem até a idade adulta não haveria diferenciação entre os 'mais' e 'menos' adaptados ao meio-ambiente, não havendo maneiras, portanto, de nossa espécie mudar em termos biológicos. Este raciocínio bastante equivocado é logo remediado pela introdução, no artigo, da perspectiva de…
Postado por Rodrigo Véras em 28 novembro 2011 às 20:00 1 Comentar 3 Curtiram isto
Um registro histórico das mudanças ocorridas nas linhagens ao longo do tempo pode ser recuperado
não somente através dos fósseis, como também através do DNA das espécies remanescentes. A história dos peixes do gelo antárticos talvez seja o exemplo que ilustra melhor esta forma de investigar a evolução.
O biólogo do desenvolvimento especializado em EVO-DEVO, Sean B. Carroll, em seu excelente “The Making of the Fittest: DNA and the Ultimate Forensic Record of Evolution.” nos oferece alguns exemplos fantásticos de como essas evidências corroboram maravilhosamente a evoluçào biológica. Esta linha de investigação nos permite estudar em grandes detalhes o processo de descendência com modificação, rastrear seus passos e os mecanismos por ele responsáveis. Estas e outras evidências tornam a evolução biológica inegavelmente a base da atual diversidade biológica, corroborando este fenômeno muito além de qualquer dúvida razoável. Porém, aquilo que é fato estabelecido para a comunidade cientifica é ainda alvo de incredulidade por uma porção significante da população. Perplexo com esta situação, Carroll nos oferece a seguinte comparação:
Embora boa parte da população dos EUA não pareça ter quaisquer problemas com as técnicas de análise e comparação de DNA utilizadas em estudos de…
ContinuarAdicionado por ABNER GOMES FLORENTINO 0 Comentários 0 Curtiram isto
Adicionado por ABNER GOMES FLORENTINO 0 Comentários 0 Curtiram isto
Iniciado por Eli Vieira. Última resposta de Fred Ramos Oliveira 21 Nov, 2011. 18 Respostas 1 Curtiu isto
Iniciado por Lisandro Hubris. Última resposta de Jório Eduardo de Freitas Maia 19 Jan. 16 Respostas 1 Curtiu isto
Iniciado por Lisandro Hubris. Última resposta de Rodrigo Phanardzis Ancora da Luz 18 Jul, 2011. 5 Respostas 0 Curtiram isto
Rodrigo Véras
- O Evolucionismo foi finalista do prêmio de melhor blog científico em língua portuguesa da rede ResearchBlogging.org em 2010.

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