Para acessar os artigos relatando e analisando a descoberta de 1500 fósseis, encontrados em um sistema de caverna sul africano e atribuídos a nova espécie humana, Homo naledi, veja aqui e aqui.

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A evolução da complexidade biológica [tradução]

Postado por Rodrigo Véras em 21 abril 2016 às 15:30 0 Comentários

Por Finn Pond



Introdução



A origem da complexidade biológica ainda não foi totalmente explicada, mas vários cenários naturalistas plausíveis têm sido desenvolvidos para explicar esta complexidade. Os defensores do "Design inteligente" (DI), entretanto, afirmam que apenas as ações de um "agente inteligente" podem gerar o conteúdo informacional e a complexidade observada em sistemas biológicos.

Os proponentes do DI acreditam que a teoria da evolução é uma empreitada falha que não oferece explicações críveis para as origens da complexidade. Eles culpam os cenários evolutivos por não fornecerem pormenores suficientes. Além disso, os defensores do DI afirmam ter apresentado evidências empíricas de que um "agente inteligente" planejou pelo menos alguns sistemas biológicos complexos.

Em contraste, o presente trabalho analisa diversos modelos científicos para a origem da complexidade biológica. Defendo que estes modelos oferecem mecanismos plausíveis para a geração da complexidade biológica e são caminhos promissores de investigação. Discordo dos proponentes do DI, que descartam tais modelos por falta de "especificidade de causalidade suficiente", argumentando que esta crítica é injustificada. Finalmente, eu…

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Informação, biologia e evolução Parte III

Postado por Rodrigo Véras em 14 março 2016 às 0:00 0 Comentários

Chegamos à terceira parte da nossa série de posts sobre a teoria da informação e suas aplicações na biologia e especialmente na evolução, que iniciaram-se nos posts anteriores 'Informação, biologia e evolução: Parte I' e "Informação, biologia e evolução Parte II". Neste novo post continuamos a falar sobre como podemos medir a informação e ganhos nesta quantidade ao longo da evolução por seleção natural.

Esta abordagem permite aos cientistas investigarem a fundo como biomoléculas interagem umas com as outras e como elas ajustam seus estados. Os estados e os padrões das moléculas, desviando das abordagens mais tradicionais da bioquímica, podem ser medidos usando-se o formalismo da teoria da informação molecular. A teoria de informação de Shannon da forma como emprega por Schneider nos permite calcular a informação média nos sítios de ligação de DNA de qualquer proteína associada ao controle genético, como um fator de transcrição, por exemplo. Podendo esta análise ser estendida a investigação de seus sítios de ligação individuais. De fato, uma fórmula equivalente à fórmula de Shannon para a capacidade do canal pode ser utilizada em sistemas biomoleculares, possibilitando que calculemos a eficiência com que a proteína liga-se aos sítios. De acordo com os resultados dos estudos realizados pelo grupo de Schneider, esta eficiência frequentemente está por volta de 70%, sugerindo que estes sistemas evoluíram para funcionar na capacidade do canal. Estes resultados sugerem que devemos poder construir sistemas de comunicação molecular que são tão robustos como seus equivalentes tecnológicos convencionais [1]. Mas como podemos saber disso? Antes de responder esta questão precisamos voltar…

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Como se deu a transição da vida unicelular para a multicelular*?

Postado por Rodrigo Véras em 30 novembro 2015 às 20:58 0 Comentários

Este é um dos tópicos mais importantes da moderna biologia evolutiva e, na realidade, insere-se em um domínio bem mais amplo que é o das grandes transições evolutivas. Este tópico também está intimamente relacionado com a evolução da cooperação entre organismos, como já havia comentado em uma resposta anterior. Como afirma Michod, alguns dos principais marcos na diversificação da vida e da evolução da organização hierárquica dos seres vivos são consequências de uma série de transições evolutivas: de genes para redes de genes para a primeira célula; de procariotas para células eucarióticas; de células para organismos multicelulares; de seres com reprodução assexuada para populações sexuadas; e de organismos solitários para os organismos sociais [1].

De uma maneira resumida, tais transições exigem a reorganização da aptidão. Isso quer dizer, a transferência da aptidão do antigo nível individual para o novo nível supraindividual, além da especialização das unidades de nível mais baixo em componentes da aptidão do novo indivíduo de nível superior. Compreender por que (pressões seletivas ambientais) e como (genética, estrutura populacional, fisiologia e desenvolvimento subjacente) as características básicas de um indivíduo evolutivo – i.e. como a hereditariedade da aptidão, a indivisibilidade e a evoluibilidade mudam a sua referência a partir do nível antigo para o novo nível – é um grande desafio [1].

Como abordei em vários…

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A Crítica de Darwin ao Argumento Teleológico de Paley

Postado por Maxwell Morais de Lima Filho em 9 setembro 2015 às 1:07 0 Comentários

Do início da filosofia até aos dias atuais, esta questão tem constantemente permeado os debates filosóficos: Deus existe? Ao longo da história, foram propostos argumentos com o intuito de demonstrar racionalmente a existência de Deus. Podem-se dividir, para efeitos práticos, tais argumentos em quatro tipos, a saber: ontológico, cosmológico, kalam e teleológico. Apenas esse último será tratado neste texto.

O argumento teleológico ou argumento do desígnio foi apresentado de diversos modos no decorrer do tempo, sendo bastante famosa a Quinta via de Tomás de Aquino e a própria versão de Paley, que será abordada logo abaixo. Apesar das diferenças, pode-se dizer que esse argumento tenta demonstrar que a natureza foi planejada com algum tipo de propósito ou finalidade (daí o nome teleológico), já que quando a contemplamos encontramos sinais nítidos de desígnio.

Os organismos biológicos, especificamente, aparentam em máximo grau terem sido planejados, haja vista a intricada complexidade biológica de seus corpos. No que se segue, apresentarei dois modos distintos de explicar o desenho e a complexidade biológica, a primeira delas invoca um Deus pessoal onipotente, onisciente, onipresente, eterno e sumamente bom (seção 2), enquanto a outra explicação prescinde de um Planejador sobrenatural e se baseia tão-somente em um processo cego sem qualquer tipo de antevisão (seção 3). Pretendo mostrar que essa última explica adequadamente a complexa estrutura biológica do olho ao mesmo tempo em que demonstro que não há qualquer evidência de planejamento inteligente desse órgão (seção 4).

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Darwin Matou Deus?

Postado por José Antonio Dias da Silva em 7 setembro 2015 às 17:30 0 Comentários



Essa é a pergunta que faz Conor Cunningham em seu documentário"Did Darwin Kill God?" produzido pela BBC. Formado em direito, filosofia e teologia, Cunningham discorre sobre a dicotomia que existe entre possuir uma crença ou aceitar a evolução. Mas será que a formulação da teoria da evolução proposto pelo naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882) e descrita em sua obra prima de 1859, A Origem das Espécies extinguiu qualquer possibilidade de se manter uma crença ou fé? Teria Darwin, de fato, matado Deus? O biólogo Henrique Rufo fez uma análise do documentário de Cunningham para o site Evolution Academy e chegou à conclusões interessantes.

A batalha é ferrenha. As questões religiosas sempre permearam as discussões científicas, tornando-se objeto de muita polêmica entre cientistas renomados, mas nenhuma prevaleceu tanto como as de oposição ao darwinismo.

"De um lado encontram-se os fundamentalistas religiosos que fazem uma interpretação literal da bíblia e que incentivam seus fiéis a rejeitarem a teoria da evolução e a buscarem explicações…

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O preço da inteligência?

Postado por Rodrigo Véras em 15 julho 2015 às 19:35 0 Comentários

Novas análises genéticas sugerem que seis genes associados a conectividade cerebral teriam evoluído  via seleção natural há algumas dezenas (ou há algumas poucas centenas) de milhares de anos. Como estes genes estão relacionados a função cerebral, os pesquisadores responsáveis pelo trabalho propuseram que estes eventos de seleção podem ter contribuído para o aumento da inteligência em nossa espécie, principalmente porque os eventos de seleção datam do período aproximado quando os seres humanos anatomicamente modernos originaram-se e até um pouco antes, antes da separação dos nossos ancestrais dos Neandertais [1]. Contudo, talvez a descoberta mais surpreendente seja o fato destes genes estarem também associados ao mal de Alzheimer. Os autores do estudo (que ainda não foi publicado em um periódico científico, tendo sido disponibilizado em um arquivo on-line chamado de BioRxiv que é mantido pelo laboratório Cold Spring Harbor) especulam que a doença poderia ser uma consequência das dificuldades do cérebro humano envelhecido em lidar com as maiores demandas metabólicas ligadas a melhor performance cognitiva na infância, juventude e vida adulta dos seres humanos, produzidas por estas novas variantes gênicas que teriam sido positivamente selecionadas neste período [1, 2].

Mesmo os melhores e mais poderosos métodos de análise de dados genômicos em escala são limitado…

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Quando a galinha torce o hallux!

Postado por Rodrigo Véras em 26 maio 2015 às 15:17 2 Comentários

Quando pensamos na evolução das inovações das morfologias dos organismos multicelulares, como plantas, animais e fungos, muitos de nós talvez tenhamos a tendência de nos concentrar apenas nas mutações, ou seja, em alterações do DNA que modificam as sequências codificadoras de genes específicos ou as sequências regulatórias que controlam o seu padrão de expressão. Porém, como já comentei em outras oportunidades, essa é apenas uma parte da história ['É a evolução genética previsível? Parte I', 'É a evolução genética previsível? Parte II ou Além da genética parte I', 'De determinantes 'genéricos' aos 'genéticos': A importância da física nos primódios da evolução animal.', 'Viva Turing de novo, mais pistas sobre a evolução dos membros em vertebrados']. A mera mudança de um ou mesmo de vários genes (ou do seus padrões expressão) não explica completamente como as inovações morfológicas surgem. Para entender realmente como isso acontece precisamos compreender como essas mudanças afetam o desenvolvimento dos organismos, especialmente seu desenvolvimento embrionário.

Por exemplo, as mutações podem simplesmente modificar a forma como as células comunicam-se umas com as outras, o que pode acontecer por intermédio de…

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Informação, biologia e evolução Parte II

Postado por Rodrigo Véras em 12 maio 2015 às 20:10 0 Comentários

Continuamos a série de posts sobre informação, biologia e evolução iniciada no post Informação, biologia e evolução: Parte I.

A Teoria Molecular da Informação de Shannon:

Apesar do rigor matemático deste campo, muitos dos profissionais que trabalham com a Teoria da Informação* de Shannon, começando pelo próprio Shannon, nem sempre empregam os vários termos da teoria de maneira muito cuidadosa e, por vezes, o fazem de maneira ambígua. Como nosso interesse é compreender as aplicações da teoria de Shannon na biologia molecular e na biologia evolutiva, daqui em diante, seguirei a terminologia de um dos pesquisadores que está entre os principais responsáveis pela aplicação exitosa das i deias de Shannon à biologia molecular e a evolução, Thomas D. Schneider, do NCI/NIH. Também seguirei as definições e explicações de Schneider porque ele parece empregar a terminologia da maneira mais coerente, inclusive preservando as noções intuitivas sobre o que é informação e o que consistiria em um ganho desta mesma quantidade, o que é essencial para que consigamos compreender seu papel na evolução dos sistemas biológicos, pelo menos, ao nível molecular. Com este intuito farei uso extenso das explicações e exemplos contidos no tutorial [1] criado por…

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A Nova Filogenia das Aves Modernas

Postado por José Antonio Dias da Silva em 14 dezembro 2014 às 17:30 0 Comentários

Um conjunto de artigos publicados esta semana na revista Science serviu para esclarecer questões importantes a respeito da evolução das aves atuais. Uma equipe internacional composta por pesquisadores de 20 países formaram um consórcio para estudar a evolução, dissecar as bases genômicas das características complexas, e resolver um debate secular em relação à árvore filogenética das espécies atuais de aves. Os dados resultantes do conjunto de 48 genomas de aves consistentemente anotados abrangem 32 das 35 ordens de aves propostas recentemente, incluindo todos as 30 ordens de neognathas, e, portanto, representa uma vasta gama de diversidade evolutiva aviária. As análises do consórcio resultaram em oito artigos publicados na Science , bem como 20 artigos em outras revistas como Genome Biology e GigaScience. Entre estas publicações estão incluídos dois trabalhos emblemáticos: uma exploração em escala dos dados genômicos para gerar uma filogenia das ordens aviárias altamente fundamentada, o que resolve muitos debates sobre a cronologia e a topologia de sua radiação; o outro, uma análise genômica comparativa explorando a evolução do genoma aviário e da base genética das característic as complexas. Outros estudos publicados na Science descrevem as regiões convergentes do cérebro e a expressão do gene para a aprendizagem do canto das aves e da fala…

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Qual é a Evidência para a Evolução? (Legendado por Luc Anderssen)

Postado por Rodrigo Véras em 24 novembro 2014 às 19:14 0 Comentários

Já havíamos incluído-o entre nossos vídeos, seguindo a sugestão do professor Fernando Gewandsznajder, mas agora postamos na nossa página principal a versão legenda por Luc Anderssen. Aproveitem!

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- Este projeto de divulgação científica foi criado em 14/10/2008 como parte de um projeto de iniciação científica financiado pelo CNPq, e hoje é um projeto independente de parceria entre profissionais interessados, sendo os principais responsáveis os biólogos pós-graduandos Eli Vieira e Rodrigo Véras.

- Esta rede é laica, ou seja, o Evolucionismo.org é neutro quanto à religião. Em outras palavras, religião não é o assunto aqui, o Evolucionismo existe, como diz sua descrição breve, para agregar "ciência e filosofia sobre evolução biológica", e apenas isso.

 

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Siga os 5 passos do evolucionista:

1) Confira nosso manifesto de lançamento.

2) Aprenda o que é (e o que não é) evolução:
- origem do termo na Biologia;
- definição em livro-texto.

3) Saiba por que evolução é ao mesmo tempo um fato e uma teoria:
- lendo um artigo de Stephen Jay Gould;
- lendo a primeira e segunda partes de um texto de Gilberto Miranda Junior.

4) Conscientize-se sobre algumas evidências do fato da evolução:
- em aves;
- num artigo da revista Nature sobre 15 joias da evolução.

5) Agora é só usar a pesquisa no canto superior direito, convidar os amigos interessados e nos ajudar a manter o Evolucionismo inteligente!
 
 
 

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