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Mensagens de blog

Fritz e Hermann Müller - Alemanha e Brasil na Consolidação do Darwinismo

Postado por ricardo schuch em 7 março 2014 às 13:00 0 Comentários


Fritz (1822-1897) e Hermann (1829-1883) Müller foram grandes observadores da natureza, que mantiveram intensa correspondência e troca de material com Charles Darwin, inserindo com suas pesquisas Brasil e Alemanha no contexto da consolidação e popularização da Teoria Darwinista da Evolução das Espécies.

Paralelamente à exposição itinerante Fritz Müller Príncipe dos Observadores, estarão expostas reproduções, material de coleta, obras artísticas e serão apresentados filmes relativos aos dois naturalistas.

Após a abertura solene será realizado um colóquio reunindo especialistas brasileiros e alemães. Antecedendo a exposição será realizado nos dias 19 e 20 de março um Workshop sobre tema Museu Virtual.

O evento faz parte da programação Temporada Alemanha-Brasil 2013-2014. A participaão é gratuita.

Lamarck finalmente esta recebendo a atenção que merece?

Postado por Francisco Coutinho Kubaski em 6 março 2014 às 0:00 3 Comentários

["Transformations of Lamarckism" ]O ano de 2009 foi um ano memorável para a biologia evolucionária como o ano no qual o mundo todo celebrou os 200 anos do nascimento de Darwin e os 150 anos de aniversário da publicação de A origem das espécies. Mas 2009 também foi o ano de aniversário de outra conquista da biologia, ainda que menos n otória, mas igualmente monumental que foi a publicação da Philosophie Zoologique de Lamarck. Em uma coincidência da história o ano do nascimento de Darwin também foi o ano no qual a primeira teoria sistemática e compreensiva da evolução biológica apareceu.

             Este livro se originou de um encontro realizado em Jerusalém, em 2009, realizado para celebrar os 200 anos de aniversário da publicação da obra prima de Lamarck. Este encontro tinha 2 objetivos: primeiro, refazer o lapso crítico na memória histórica ( e que se saiba este foi o único encontro internacional comemorativo sobre a publicação da Philosophie Zoologique), e, segundo, trazer para um foco mais aguçado os novos desenvolvimento da biologia que tornam as idéias de Lamarck relevantes não apenas para a pesquisa empírica e teórica moderna, mas também para os problemas da filosofia da biologia e para o registro da história e sociologia da teoria evolucionária.





            Um bom livro !  recomendo.

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  • Gissis, S.B. & Jablonka, E. (Eds.) Transformations of Lamarckism: from Subtle Fluids to Molecular Biology MIT Press, Cambridge, USA. 2011 pp. 457…
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Comportamento, acaso, genética e desenho experimental.

Postado por Rodrigo Véras em 27 fevereiro 2014 às 19:01 0 Comentários

Embora haja um consenso de que ambos os fatores genéticos e ambientais sejam essenciais na construção dos fenótipos dos seres vivos e isso inclua a dimensão comportamental, neste último caso ainda existe uma certa polarização de opiniões entre os especialistas ao colocar mais ou menos ê nfase em cada um destes fatores, ou seja, naqueles associados a componentes genéticos (em geral, ligados a variação genética entre indivíduos dentro da mesma espécie) e ambientais, principalmente o aprendizado social e/ou por tentativa e erro; ainda que ambos interajam de maneira bem complicada, o que muitas vezes inviabiliza uma separação na prática de ambos componentes [Veja mais sobre isso nesta resposta de nosso tumblr].

[Ao lado Andorinhas de penhasco que reproduzem em colônias de tamanho variável. Foto: Ken Thomas]

Exatamente por causa desta complexa interação entre fatores ambientais/culturais e genéticos, faz-se necessário, além de muito cuidado ao apresentar as conclusões, projetar experimentos que consigam destrinchar as diferentes contribuições de cada um dos componentes, controlando para variáveis confundidoras e outros potenciais artefatos, de modo que conclusões mais firmes sobre a importância relativa dos fatores estudados possam ser obtidas. Porém, existe uma série de armadilhas e problemas que podem acometer mesmo os estudos experimentais mais bem delineados que visam resolver estas questões.…

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A Evolução da Estrutura das Diferentes Faces dos Morcegos Nariz-de-Folha do Continente Americano

Postado por José Antonio Dias da Silva em 20 fevereiro 2014 às 14:30 0 Comentários

Qual é a semelhança entre os tentilhões-de-Darwin de Galápagos e os morcegos nariz-de-folha do Novo Mundo? A julgar pela aparência, a resposta seria fácil: nenhuma. Agora, se considerarmos pelo ponto de vista evolutivo, a resposta seria outra. Pensando nisso, é que a bióloga Betsy Dumont e seus colaboradores resolveram estudar a estrutura da face dos morcegos nariz-de-folha do continente americano e relacioná-las com as adaptações alimentares desses animais. A matéria saiu na Popular Science este mês e é muito interessante.

A maioria dos morcegos-nariz-de-folha são insetívoros, mas eles oferecem grandes exemplos de radiação adaptativa em mamíferos - bem como os tentilhões-de-Darwin das Ilhas Galápagos, cujos bicos variados oferecem uma bela visão do trabalho da seleção natural, o fazem em relação as aves. Morcegos trazem uma variedade deslumbrante de formas e tamanhos, o que representa uma das mais amplas variações entre todos os mamíferos - especialmente os morcegos nariz-de-folha do Novo Mundo. Estas criaturas são reconhecidas pelos apêndices semelhantes a chifres situados em seus focinhos. Estes apêndices são chamados de folha nasal e são responsáveis pela modificação das chamadas nasais de ecolocalização dos morcegos.



Algumas folhas nasais são atarracadas e largas, enquanto outras são pontudas como o chifre dos unicórnios. Alguns morcegos têm faces carnudas planas, enquanto outros têm focinhos graciosamente compridos; alguns têm pequenos olhos redondos e outros têm grandes olhos amendoados; alguns têm mandíbulas arredondadas,…

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Era o seu ancestral mais parecido com uma bola de gelatina?

Postado por José Antonio Dias da Silva em 17 fevereiro 2014 às 22:51 0 Comentários

No final do ano passado o Dailyy News da National Geographic publicou um artigo que pretendia sacudir as estruturas da biologia evolutiva. Não sei se a matéria atingiu o seu propósito, mas me serviu de inspiração para escrever este post, no qual relembro a história evolutiva dos metazoários e também aproveito para tecer algumas considerações sobre o assunto.  A matéria da NatGeo, cujo título original era "Was your ancestor a ball of jelly? Evolution study surprises experts", sugeria que animais marinhos gelatinosos semelhantes à medusas seriam realmente os primeiros a se diferenciarem do ancestral comum dos animais, isso há mais de 600 milhões de anos. De acordo com o estudo apresentado, as "águas-vivas-de- pente" (as chamadas "comb jellies"), criaturas gelatinosas pertencente ao filo Ctenophora seriam os ancestrais mais distante dos animais atuais do que os poríferos e cnidários normalmente tidos como sendo os primeiros grupos a divergirem da primeira linhagem dos metazoários modernos.

Muitos confundem os ctenóforos com os cnidários, mas os primeiros distinguem-se destes por possuírem oito séries de placas ciliadas meridionais, as quais propulsionam o corpo do animal durante a natação com a extremidade oral voltada para a frente. Além disso, os ctenóforos possuem músculos mesenquimáticos, sistema digestivo com poros anais, ausência de nematocistos (exceto no gênero Euchlora), desenvolvimento em mosaico e uma região sensitiva aboral (estatocistos), sem mencionar o fato  de que os cnidários são polimórficos e os ctenóforos são monofórmicos.

Segundo  Andy Baxevanis, geneticista do…

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Evolução do ciclo reprodutivo multicelular: Lições da evolução experimental!

Postado por Rodrigo Véras em 12 dezembro 2013 às 16:24 13 Comentários

Embora a biologia evolutiva seja claramente uma ciência histórica - com muitos dos padrões, processos e mecanismos evolutivos sendo inferidos por meio da análise de evidências morfológicas, moleculares comparativas e da análise do registro fóssil, empregando uma série de métodos e estratégias analíticas e estatístico-computacionais - ela também é uma disciplina orientada experimentalmente.

Infelizmente, também é muito pouco  conhecido que o emprego de métodos experimentais não restringe-se aos estudos da microevolução, ou seja, aqueles que visam a compreensão exclusiva da dinâmica genética e adaptativa intraespecífica. Existem estratégias experimentais que nos permitem investigar o processo de especiação e mesmo processos e mecanismos associados a padrões macroevolutivos bem mais amplos, como a transição entre o modo de vida unicelular para o…

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Parabéns pelos 25 anos do experimento de evolução em longo prazo de Richard Lenski

Postado por Rodrigo Véras em 10 dezembro 2013 às 10:30 2 Comentários

Antes que o ano termine, nós do evolucionismo.org, precisamos lembrar que, em 2013, comemoramos* os 25 anos (em 24 de fevereiro) de um dos mais duradouros e impressionantes experimentos contínuos das ciências biológicas.

A revista Science em 15 de novembro deste anos publicou um artigo da jornalista Elizabeth Pennisi intitulado “O homem que engarrafou a evolução” [1] no qual a história deste experimento (que continua até os dias de hoje) e de seu idealizador é contada.

Em 1988, Richard Lenski, pesquisador da Universidade Estadual de Michigan, colocou em prática uma ideia simples, mas radical, que permitira a ele e seu grupo de pesquisadores estudarem a evolução biológica de uma maneira ainda não testemunhada, muito mais precisa [1].

experimento começou com 12 populações idênticas da bactéria Escherichia coli que foram acondicionadas em frascos com meios de cultura contendo 25 mg de glucose por litro. Os pesquisadores do laboratório de Lenski, assistiam-nas proliferando diariamente, e a cada 24 horas, as bactérias sob constante agitação constante e mantidas a uma temperatura de 37 ° C, multiplicam de explosivamente,…

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Teoria Atômica, Biologia Evolutiva e Consciência

Postado por Maxwell Morais de Lima Filho em 29 novembro 2013 às 10:30 0 Comentários

Resenha de “Consciência e seu lugar na natureza”, capítulo 4 (pp. 123-60) do livro A Redescoberta da Mente, de John SEARLE, tradução de Eduardo Pereira e Ferreira, 2ª edição, São Paulo, Martins Fontes, 2006.

O principal problema da área Filosofia da Mente é o chamado problema mente-corpo (alguns diriam mente-cérebro), que pode ser formulado de vários modos, mas, para o que nos interessa aqui, pode-se apresentá-lo da seguinte forma: qual é a relação entre os processos e estados mentais, por um lado, e os processos e estados físicos, por outro, ou seja, onde situar a mente na natureza? Muitas foram – e são (!), trata-se de um campo com intensos e empolgantes debates atuais – as respostas e teorias propostas para solucionar este problema filosófico.

No que se segue, apresentarei algumas ideias do filósofo norte-americano John Rogers Searle (1932- ), professor da Universidade da Califórnia (Berkeley), que propôs uma teoria denominada Naturalismo Biológico como solução ao problema mente-corpo. Para tanto, utilizarei o capítulo 4 de seu influente livro A Redescoberta da Mente, publicado originalmente em 1992, pela editora do Massachusetts Institute of Technology. O roteiro geral será o seguinte: inicialmente, Searle aborda o que é consciência para, logo em seguida, encaixá-la no quadro conceitual da visão de mundo científica, mostrando, por fim, a vantagem seletiva da consciência.

Logo no início de seu texto, Searle se preocupa em dar uma definição, mesmo ciente das dificuldades, de “consciência” [consciousness, em inglês], tentando delimitar o que tal conceito quer dizer por meio de…

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Neuroanatomia Comparativa: um pequeno 'tour' pelo laboratório de pesquisa da neurocientistas de plantão.

Postado por Rodrigo Véras em 28 novembro 2013 às 13:13 6 Comentários

Este é um post* bem fácil de escrever, pois todas as informações que preciso estão concentradas em um único local, o próprio site que me proponho a divulgar, o do Laboratório de Neuroanatomia Comparativa, do Instituto de Biociências, da UFRJ,  coordenado pela professora Suzana Herculano-Houzel, a neurocientista de plantão, grande e conhecida divulgadora científica de nosso país.

Suzana, juntamente com seus alunos e colaboradores, além do excelente trabalho de divulgação das neurociências, mantém uma produtiva linha de pesquisa científica na área de neuroanatomia comparativa, pesquisando principalmente o cérebro dos mamíferos, um campo essencial para a compreensão da…

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Filogenia Mastigada 4 : Interpretando uma árvore filogenética – parte 1/2

Postado por Ester de Oliveira em 21 novembro 2013 às 17:00 0 Comentários

Eventualmente a interpretação de uma árvore por estudantes de biologia pode se revelar uma tarefa um tanto complicada. O mesmo exercício, para um leigo em biologia, pode se revelar ainda mais maçante. O objetivo desta postagem é facilitar ao máximo a compreensão de qualquer leigo ou estudante sobre o assunto e possibilitar o aprofundamento do estudo da evolução e filogenia por qualquer interessado.

 

(Figura 1). Relações de diversas raças de cachorros e lobos 

 

Muito se diz da contribuição de Darwin e Wallace quanto à mutabilidade das espécies e do surgimento delas pela seleção natural. Entretanto já na época desses autores a mutabilidade das espécies não era tanta novidade, sendo essa proposta por autores anteriores a eles. A grande relevância do trabalho de Darwin e Wallace se centra na robusta descrição do processo de seleção das espécies através da seleção natural e da grande sacada de que todos os organismos (eu repito com maior ênfase: todos) evoluíram do mesmo ancestral comum. Ou seja, todas as espécies estão interconectadas por meio de espécies ancestrais e, portanto, integram a mesma árvore evolutiva. Notem que este é o ponto das maiores discussões filosóficas que se sucederam ao “A origem das espécies” e aos trabalhos de Wallace. Este é o ponto chave que vai de encontro à visão criacionista do mundo: a…

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- Esta rede é laica, ou seja, o Evolucionismo.org é neutro quanto à religião. Em outras palavras, religião não é o assunto aqui, o Evolucionismo existe, como diz sua descrição breve, para agregar "ciência e filosofia sobre evolução biológica", e apenas isso.

 

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Siga os 5 passos do evolucionista:

1) Confira nosso manifesto de lançamento.

2) Aprenda o que é (e o que não é) evolução:
- origem do termo na Biologia;
- definição em livro-texto.

3) Saiba por que evolução é ao mesmo tempo um fato e uma teoria:
- lendo um artigo de Stephen Jay Gould;
- lendo a primeira e segunda partes de um texto de Gilberto Miranda Junior.

4) Conscientize-se sobre algumas evidências do fato da evolução:
- em aves;
- num artigo da revista Nature sobre 15 joias da evolução.

5) Agora é só usar a pesquisa no canto superior direito, convidar os amigos interessados e nos ajudar a manter o Evolucionismo inteligente!

Este projeto de divulgação científica é mantido pela Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS).
Seja generoso com a popularização da evolução: ajude a continuidade do Evolucionismo doando à LiHS.
 
 
 

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