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Novos fósseis de uma antiga divergência

Existem vários mistérios e enigmas sobre o nosso passado sobre os quais ainda temos poucas pistas, mas isso não deveria nos impressionar. Disciplinas que nos permitem vislumbres em nossa história profunda, como a biologia evolutiva e a paleontologia, são relativamente recentes, tendo menos de 200 anos de idade, com a moderna…Ver mais...
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Genomas e mais genomas em abril de 2013: Parasitas e Tartarugas

O mês de abril foi um mês agitado para a divulgação dos resultados de sequenciamentos de genomas animais. Além da publicação, no dia 18 de abril, dos resultados do rascunho do genoma da Latimeria chalumnae, o moderno 'Celacanto', abordado…Ver mais...
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Novos fósseis de uma antiga divergência

Postado por Rodrigo Véras em 16 maio 2013 às 16:00 0 Comentários

Existem vários mistérios e enigmas sobre o nosso passado sobre os quais ainda temos poucas pistas, mas isso não deveria nos impressionar. Disciplinas que nos permitem vislumbres em nossa história profunda, como a biologia evolutiva e a paleontologia, são relativamente recentes, tendo menos de 200 anos de idade, com a moderna síntese da biologia evolutiva tendo cristlizado-se apenas nos anos 30 e 40 do século passado. Mesmo o que hoje convencionamos chamar de ciência moderna não emergiu antes dos séculos XVI e XVII, com os trabalhos de Copernico, Kepler, Galileu e Newton, durante a chamada revolução científica. São estes mistérios que alimentam nossa curiosidade e é a busca por solucioná-los que leva ao avanço das ciências e do conhecimento de maneira geral. Não saber não é motivo para vergonha, apenas não querer descobrir e aprender é que deveria nos envergonhar.

Um destes enigmas é a evolução dos macacos africanos, hoje representados por dois grandes grupos, os cercopitecoides e hominoides, este último, o clado ao qual nós, seres humanos, pertencemos. Enquanto os fósseis mais antigos de espécimens representantes destas linhagens tem por volta de 20 milhões de anos, os estudos…

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Genomas e mais genomas em abril de 2013: Parasitas e Tartarugas

Postado por Rodrigo Véras em 7 maio 2013 às 16:30 0 Comentários

O mês de abril foi um mês agitado para a divulgação dos resultados de sequenciamentos de genomas animais. Além da publicação, no dia 18 de abril, dos resultados do rascunho do genoma da Latimeria chalumnae, o moderno 'Celacanto', abordado em post anterior, outros dois artigos relatando análises de genomas de outros animais, respectivamente, nas revistas Nature e Nature Genetics, também foram publicados.

O primeiro deles, publicado no dia 4 de abril na Nature, apresenta os resultados de comparações das sequencias genômicas de quatro vermes da ordem Cestoda, do grupo dos platelmintos, todos de grande interesse biológico e médico [1].

Já o outro artigo, publicado no dia 28 de abril, nos brindou com comparações dos rascunhos dos genomas de duas espécies de tartarugas e com uma análise comparativa dos padrões de expressão gênica de uma delas, a tartaura de casco mole, comprando-os com o desenvolvimento…

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Chegando tarde à mesa: Pistas sobre a evolução das mandibulas dos tetrápodes

Postado por Rodrigo Véras em 1 maio 2013 às 19:30 0 Comentários

Ao estudarem a morfologia de vários fósseis de vertebrados primitivos, no começo do processo de colonização de ambientes terrestres, cientistas corroboraram a ideia antiga de que as adaptações dos sistemas de alimentação e dos hábitos dietários destes primeiros vertebrados terrestres ocorreram muito tempo depois destas linhagens terem começado a viver em ambientes terrestres [1, 2]. Como explica o biólogo Philip Anderson, da Universidade de Massachusetts Amherst:

"Este padrão tinha sido teorizado anteriormente, mas não havia sido realmente testado. Agora fizemos isso" [2]

O estudo, liderado por Anderson e realizado em colaboração com os colegas, Matt Friedman e Marcello Ruta ( respectivamente, da Universidade de Oxford, e da Universidade de Lincoln, ambas do Reino Unido), revelou que as propriedades mecânicas das mandíbulas dos tetrápodes não mostraram adaptações significativas para a alimentação em ambientes terrestres até cerca 40-80.000000 anos após estes animais terem saído da água. Antes disso, as mandíbulas destes tetrápode primitivos eram ainda muito semelhantes as dos peixes, apesar destes animais já possuírem membros capazes de lhes darem suporte e permitirem o…

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Dinossauros 'agachados' e o voo das aves

Postado por Rodrigo Véras em 29 abril 2013 às 0:04 1 Comentar

Os Neornithes, o grupo de animais formado pelas aves modernas, caracterizam-se tanto pela capacidade de voo, associada às penas, como pela posse de membros posteriores bastante recurvados (dando um aspecto agachado aos mesmos) que utilizam para se movimentarem, de maneira bipedal, quando não estão voando. Portanto, descobrir quando (e compreender o porquê)  estas características funcionais evoluíram pela primeira vez, na linhagem dos dinossauros que deu origem a aves modernas, é um dos grandes desafios da moderna paleobiologia.

Estas questões que, tradicionalmente, têm se mostrado refratárias a uma solução, ganharam o aporte de novos métodos de simulação computacional que somaram-se a descoberta de vários espécimes fósseis, excepcionalmente, bem preservados. Desta maneira, tem se tornado possível empregar as informações quantitativas sobre a morfologia destes organismos para compreender como a biomecânica subjacente a estas funções teria evoluído[1].

Neste novo artigo da revista Nature, vários cientistas reconstruíram digitalmente os corpos de muitos espécimens de dinossauros que exibem características que parecem ser importantes para desvendar as questões mencionas, de modo que foi possível quantificar as as mudanças e tendências…

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O genoma do celacanto e a evolução dos vertebrados terrestres.

Postado por Rodrigo Véras em 21 abril 2013 às 19:00 1 Comentar

O genoma do 'celacanto' Africano, Latimeria chalumnae - um peixe de nadadeiras lobadas, isto é, com  nadadeiras com projeções ósseas robustas e não com os tipicas nadadeiras raiadas dos teleósteos [Foto de Alberto Fernandez Fernandez, disponível pela Wikimedia Commons] - foi disponibilizado, assim como um artigo, com a análise de seu conteúdo e uma série de comparações com os genomas de outros animais, foi publicado na revista Nature [1]. O estudo contou com a participação de cientistas de 40 instituições, de 12 países diferentes e que foram financiados por várias agências de fomento do mundo todo [1]. 

Este animal, que habita cavernas submarinas em águas profundas, com seus mais de 1,5 de comprimento e uma aparência 'primitiva', assemelhando-se a outras espécies extintas da mensa linhagem que viveram há 300.…

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Complexidade por subtração da complexidade

Postado por Rodrigo Véras em 15 abril 2013 às 1:30 2 Comentários

Embora os questionamentos dos criacionistas tradicionais, ou mesmo do Design Inteligente, não ditem a pauta da biologia evolutiva e, portanto, não forneçam uma agenda dos biólogos evolutivos*, certas questões sobre a evolução de estruturas biológicas complexas são amplamente discutidas entre os cientistas. A ideia seria que algumas estruturas biológicas - e mais modernamente, na perspetiva inaugurada por Behe, sistemas biomoleculares - seriam complexas demais para terem surgido por simples etapas de adição de uma parte após a outra, com cada uma delas conferindo vantagens adaptativas aos seus portadores para as mesmas funções que a estrutura desempenha atualmente. Daí, os criacionistas do Design Inteligente, concluem que estas estruturas e sistemas não poderiam ter evoluído, pelo menos, não sem a assistência de algum Designer/Criador que teria intervido diretamente no processo. Pense, por exemplo, no olho humano, ou na cascata bioquímica de coagulação do sangue ou o flagelo bacteriano, dois dos exemplos preferidos por Behe e vários outros criacionistas. De acordo com estes criacionistas, como a estrutura, ou o sistema, como um todo precisa de todas as suas partes para que desempenhe sua função e essa função é crucial para a sobrevivência do organismo, como ela poderia ter evoluído naturalmente, uma vez que tirar qualquer peça dela, acarretaria no colapso da função:

Em outras palavras, quão bom é ter dois terços de um…

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Seleção natural não é uma tautologia [Autor: Fábio Machado]

Postado por Rodrigo Véras em 9 abril 2013 às 22:07 2 Comentários

Por Fábio Machado

Fonte: Haeckeliano

Ann Coulter, o sonho molhado de todo conservador Norte-Americano.

É a da direita, eu suponho...





Um dos argumentos que considero mais irritante utilizado por detratores da síntese evolutiva moderna é que a seleção natural seria uma tautologia. Tal argumento foi colocado pela "pensadora" conservadora norte-americana Ann Coulter em seu livro "
Godless: The Church of Liberalism" da seguinte forma:

A segunda parte da "teoria" de Darwin é geralmente nada mais do que um argumento circular: Através do processo de seleção natural, o mais "apto" sobrevive. Quem é o mais "apto"? O que sobrevive! Oras, veja - acontece toda vez! A…
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Evolução (Encyclopedia of Earth)

Postado por Rodrigo Véras em 2 abril 2013 às 12:30 1 Comentar

Existe muito material introdutório de boa qualidade sobre a evolução disponível online, mas o texto que traduzo, que faz parte da Encyclopedia of Earth, tem uma enorme vantagem sobre muitos outros que existem por aí. Ele combina, em um mesmo artigo, muito direto e bem escrito, por sinal), um texto conciso e uma ampla cobertura de tópicos da moderna biologia evolutiva, quando o padrão dos textos introdutórios é o foco limitado em alguns pontos bem específicos, como seleção natural, deixando outros, muito importantes, de fora. O texto a seguir, escrito pelo biólogo John Swaddle e editado por J. Emmet Duffy é uma ótima apresentação aos principais mecanismos investigados pelos biólogos evolutivos e pode ser usado com um material de referência rápida.

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Evolução

Publicado em 21 de março de 2010 às 10:04 pm

Atualizado em 21 de março de às 10:04 pm

Autor principal: John Swaddle

Fonte: Encyclopedia of Earth

Tradução: Rodrigo Véras…

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Afinal, o homem descende do macaco? (vídeo de David Ayrolla )

Postado por Rodrigo Véras em 27 março 2013 às 23:08 0 Comentários

Não é que alguém tinha feito um vídeo sobre o mesmo tema do último post em que propunha as três mesmas respostas básicas e argumentos bem semelhante dois dias antes do meu post. Deixo você com o ótimo vídeo de David Ayrolla e seu Papo de Macaco:

Afinal, viemos ou não viemos dos macacos? Três respostas possíveis.

Postado por Rodrigo Véras em 27 março 2013 às 20:00 1 Comentar

A pergunta que empresta o título a este post é uma das questões que frequentemente aparecem quando se está envolvido com divulgação científica sobre evolução. Esta interrogação é tanto uma questão honesta proveniente de pessoas que estão sinceramente tentando compreender qual nossa relação com os macacos, como é uma típica pergunta viciada, usada por criacionista como preludio para uma outra questão realmemte absurda, Se viemos dos macacos por que ainda existem macacos que trai a profunda ignorância dos mesmos sobre evolução e mesmo sobre relações genealógicas.

Neste pequeno ensaio vou defender que existem pelo menos três respostas adequadas a esta primeira questão e que cada resposta pode ser usada dependendo da exata intenção por trás da pergunta e do tipo de dúvida associada a ela, às vezes, mesmo sendo necessárias as três respostas:

1) "Não!”

A primeira resposta é um sonoro “Não!”. Nós não viemos de nenhum macaco moderno. Nós não somos descendentes dos chimpanzés, nem dos gorilas, nem dos orangotangos e nem de qualquer outras espécies de macaco que tenham coexistido com nossa espécie e nossos ancestrais mais diretos nos últimos milhões de anos. Os macacos, como nós seres humanos, são primatas …

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- Este projeto de divulgação científica foi criado em 14/10/2008 como parte de um projeto de iniciação científica financiado pelo CNPq, e hoje é um projeto independente de parceria entre profissionais interessados, sendo os principais responsáveis os biólogos pós-graduandos Eli Vieira e Rodrigo Véras.

- Esta rede é laica, ou seja, o Evolucionismo.org é neutro quanto à religião. Em outras palavras, religião não é o assunto aqui, o Evolucionismo existe, como diz sua descrição breve, para agregar "ciência e filosofia sobre evolução biológica", e apenas isso.

 

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Siga os 5 passos do evolucionista:

1) Confira nosso manifesto de lançamento.

2) Aprenda o que é (e o que não é) evolução:
- origem do termo na Biologia;
- definição em livro-texto.

3) Saiba por que evolução é ao mesmo tempo um fato e uma teoria:
- lendo um artigo de Stephen Jay Gould;
- lendo a primeira e segunda partes de um texto de Gilberto Miranda Junior.

4) Conscientize-se sobre algumas evidências do fato da evolução:
- em aves;
- num artigo da revista Nature sobre 15 joias da evolução.

5) Agora é só usar a pesquisa no canto superior direito, convidar os amigos interessados e nos ajudar a manter o Evolucionismo inteligente!

Este projeto de divulgação científica é mantido pela Liga Humanista Secular do Brasil (LiHS).
Seja generoso com a popularização da evolução: ajude a continuidade do Evolucionismo doando à LiHS.
 
 
 

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